E aqui estou eu com uma nova "Poesia de Quinta". Resolvi apelar e ser mais erótico desta vez. Será que agrado? Não deixem de me dizer. A Língua Bruno Leandro A língua lambia. Dava voltas e mais voltas. Explorava todos os recônditos. Deslizava pelas maciezes morenas, rosadas, amarelas. A língua em chamas passeava, ora lenta, ora inadvertidamente rápida, como um turbilhão giratório. A língua se movia por todos os recantos e nuances, seguia todos os contornos, sentia o sabor doce e azedo. Lambia a fenda gelada. Sugava o néctar que escorria. A língua fazia parte de uma boca. Uma boca que mordia com força. Mordia com prazer. Mordia de arrancar pedaços. Mordia gulosamente até reduzir a nada. A língua lambia os dedos melados. E do sorvete não sobrava sequer a casquinha.
Neste blog há contos antigos, reflexões, pensamentos e opiniões. Este já foi o "Blog do Bruno (Leandro)". Quer dizer, ainda é o meu blog, mas estou descobrindo e amando o Afrofuturismo, e os meus novos trabalhos têm muito a ver com isso. Conheça minhas obras na Amazon: https://www.amazon.com.br/kindle-dbs/entity/author/B08V5M8K62