Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Poesia de Quinta

Poesia de Quinta

Contradições Bruno Leandro Eu pareço jovem Falo como velho Sou bonito Sou feio E acho que sou normal Minha cabeça vai bem, obrigado Exceto... exceto quando ela não vai Mas não tem importância Só importa aquilo que é importante de verdade Sou o que me fizeram Sou eu mesmo, independente dos outros Eu sou o centro do mundo O mundo não gira à minha volta Não sou ninguém Sou eu, ele, ela, você, todos nós Quem sou eu, afinal? Ou quem não sou eu, melhor dizendo? Ai, é tão difícil pensar às vezes! Quem manda ser inteligente? Melhor que não fosse! Aliás, porque eu sou tão burro às vezes? Não que eu prefira ser uma metamorfose ambulante Mas fico melhor como contradição. Obedecendo ao título do poema acima, a poesia de quinta de hoje veio em uma sexta. E qual o porquê disso? Como vocês devem ter notado, a semana foi dedicada a um conto que dividi em quatro partes. Se mantivesse a data desta postagem, o conto ficaria estraçalhado. Não, não...

Poesia de Quinta

Deus abençoe suas orelhas Bruno Leandro Deus abençoe suas orelhas Orelhas tão grandes e puras Orelhas tão diferentes e inocentes Deus abençoe suas orelhas de recém-nascido Incapazes de fazer mal a quem quer que seja Incapazes de fazer o bem, mas apenas por enquanto Deus abençoe suas belas orelhas Orelhas tenras, tenras orelhas Orelhas que nunca irão me reconhecer Deus abençoe suas orelhas grandes para o corpo Que ficarão do tamanho certo com o tempo Mas que sempre caberão na palma da minha mão Deus abençoe suas orelhas Para que elas nunca ouçam a maldade do mundo Mesmo que elas não possam ouvir sobre as coisas boas também.

Poesia de Quinta

Esta é a maneira como eu faço poesia: pensando, refletindo, chegando a um resultado depois de raciocinar. É diferente de como eu faço contos, que são mais viscerais, menos pensandos. Concordam comigo? Ou discordam? Deem suas opiniões e comentem em mais esta "Poesia de Quinta" Poesia Pela Poesia Bruno Leandro Trago em minha alma Dores não vividas Corações não partidos Histórias não sentidas Trago em meu corpo Lembranças de não partidas Caminhares não andados Estranhas idas e vindas Trago em minha mente Sonhos não sonhados Tristezas não lamentadas Pensamentos não pensados Trago em meu espírito Amores não amados Olhares não olhados Passados não passados Trago em meu coração A não fuga do pensar A não arte de amar Apenas o refletir e ponderar Minha poesia é morta Não galho de dor ou negação Não raízes de sentimento ou emoção Fruto apenas do pensar e da razão.

Poesia de Quinta

Hoje é aniversário da minha tia Roseli , então, antes de mais nada: Parabéns, titia! Voltando à programação normal... Poesia em linguagem popular, esta foi feita como mais um experimento. Teve gente que não entendeu o final que eu propus. E vocês, o que acham dele? O Buraco Bruno Leandro Bate o taco No buraco Sobe a fumaça Do tabaco Que hora é essa? Tou com pressa Pegue o chapéu E vamos nessa É bilhar Vamos jogar Tomar cachaça Lá no bar Já é tarde Faço alarde Pancada de mulher, meu amigo, Arde   É de bom-tom Não é batom Na camisa, Então é bom Dá confusão Com minha paixão Me atrasar, Não posso, não. Volta pra casa Não se atrasa Tua mulher Cortou tua asa Tic-taco Bate o taco Entra a bola No buraco

Poesia de Quinta

E aqui estou eu com uma nova "Poesia de Quinta". Resolvi apelar e ser mais erótico desta vez. Será que agrado? Não deixem de me dizer. A Língua Bruno Leandro A língua lambia. Dava voltas e mais voltas. Explorava todos os recônditos. Deslizava pelas maciezes morenas, rosadas, amarelas. A língua em chamas passeava, ora lenta, ora inadvertidamente rápida, como um turbilhão giratório. A língua se movia por todos os recantos e nuances, seguia todos os contornos, sentia o sabor doce e azedo. Lambia a fenda gelada. Sugava o néctar que escorria. A língua fazia parte de uma boca. Uma boca que mordia com força. Mordia com prazer. Mordia de arrancar pedaços. Mordia gulosamente até reduzir a nada. A língua lambia os dedos melados. E do sorvete não sobrava sequer a casquinha.

Poesia de Quinta

Olá a todos e todas! Voltando com mais uma "Poesia de Quinta", desta vez o tema é: Metáfora, este floreio tão necessário à poesia e à escrita de todo o sempre. Poesia não se explica, então não posso explicar a minha, embora ela pareça mais um conto em forma de poesia do que uma poesia propriamente dita, de tão grande. Aproveitem, é o que posso desejar. A Metaphora Bruno Leandro As palavras eram ditas fora do seu sentido comum. Tudo era falado em modo floreado, diverso, elíptico, enigmático: eufêmico. Nos sentidos escondidos surgiam os pensamentos verdadeiros. Nada era como se queria dizer, pois o que se queria dizer estava oculto nas sombras do pensamento refeito. Era estranho, mas ninguém se importava. Eram prisioneiros das palavras, mas através delas conseguiam a liberdade. Eu era um. Agora, não mais. A liberdade das palavras me fez perceber que sentidos ocultos podem ser revelados, desvelados, desvendados. Eu percebi que sou o rei de meus dizeres e saberes e q...