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Mostrando postagens com o rótulo Contos de Fada

Os Ninjas de Pedra Sabão

No Mundo Lateral, uma das muitas subdivisões e revisões do próprio Protomundo, havia uma loja que nunca estava aberta, mas que nunca fechava e era chamada de Loja dos Segredos. Para chegar a ela, não se passava por uma porta, mas pelas frestas e vãos da própria realidade. Era uma daquelas lojas de não-lugar, que se recusavam a existir no mundo real, não importando o quanto isso pudesse ser considerado indigno. Seu mestre era Dom Raphael Joaquim de Santana primeiro e único, guardião de todos os segredos e fofoqueiro profissional. Por mais absurdo que possa parecer, um título não anulava o outro, pois os segredos que ele guardava só poderiam ser revelados se o próprio dono deles, e não uma duplicata, gêmeo maligno ou parente mais velho, requisitasse. Mesmo depois de mortos, os segredos só se abririam se o próprio espírito pedisse e autenticasse a cópia em três vias (uma era para o cartório, claro). Por outro lado, ser fofoqueiro profissional era um trabalho hercúleo, já q...

O menino feio

Pedrinho Feio  Bruno Leandro  Pedro era um garoto introvertido, não muito desenvolvido para a sua idade e sem habilidades atléticas. Preferia as matérias de raciocínio e lógica aos exercícios de educação física e não se enturmava com facilidade. Para uns outros, Pedro era um esquisito, um estranho. E feio. Não demorou muito para que  garoto ganhasse um apelido maldoso na escola, chamado pelos colegas de “Pedrinho Feio”. Era humilhado todos os dias com esse apelido e, se fizesse algo errado, já diziam: “Tinha que ser o Pedrinho Feio”. Se fizesse algo certo, ninguém prestava atenção ou, por despeito, diziam que fora resultado de sorte. Pedro vivia em um mundo onde os colegas de escola não eram estranhos, pois se vestiam iguais, todos com as mesmas roupas da moda, quando fora do colégio, e todas as meninas eram loiras ou morenas com o cabelo alisado e pesada maquiagem que as tornava perfeitas. Ele não era popular, pois a popularidade dependia de uma visão ...

Semana Especial: Animês e Mangás - Dia 4 - Kaleido Star

Dia 4 – Kaleido Star Bom, eu acabei não conseguindo publicar ontem, por conta de uma dor-de-cabeça terrível. Então, por causa disso, hoje estou postando o “verdadeiro” dia quatro agora, no fim da tarde. E o animê do qual quero falar é Kaleido Star. Vocês já tiveram um sonho que superasse todas as suas expectativas? Algo que, pelo menos para vocês, era totalmente mágico e pelo valessem todos os sacrifícios? Vocês já quiseram algo com todas as suas forças? Se responderam sim, vocês sabem como a protagonista desta série se sente. Kaleido Star conta a história de Sora Naegino, uma menina japonesa que, um dia, assistiu a uma apresentação do circo Kaleido Star sobre Alice no “País das Maravilhas”. Fascinada, ela decidiu que faria parte daquele mundo mágico e, aos dezesseis anos, viaja para os Estados Unidos para tentar realizar seu sonho. Claro que isso não será fácil e ela terá que provar a todos, especialmente a Layla, a estrela da companhia, que é capaz de vencer e se tornar uma gr...

Semana Especial: Animês e Mangás - Dia 3 – Princess Tutu

Dia 3 – Princess Tutu Hoje eu estava enfrentando um grande dilema: falar sobre os 200 anos da primeira publicação dos contos-de-fadas dos Irmãos Grimm, ou continuar a minha semana especial sobre mangás e animês? Então eu pensei: por que tenho que escolher um ou outro? Por que não misturar os dois? Acabei fazendo isso. Para falar a verdade, não conheço muitos animês e mangás sobre contos de fadas, conheço mais os que têm elementos de fantasia, como elfos, trolls, dragões e etc. Mas, pesquisando no (santo) Google, achei um animê do qual eu já tinha ouvido falar séculos atrás, mas, como naquela época o acesso era difícil, não consegui assistir. Estou falando do Princess Tutu (A Princesa de Tutu). Princess Tutu conta a história de Ahiru, uma simpática patinha que vê o sofrimento de um príncipe, chamado Mytho, que perdeu seu coração (mas está vivo, afinal, isto aqui é fantasia, então pode) e, triste por ele, deseja consolá-lo. Infelizmente, ela não sabe falar, mas existe um bruxo, c...

Chapeuzinho Vermelho... de novo?

Eu tenho duas certezas: Uma, meu eu-lírico está muito feminino nestas duas últimas semanas. Duas: eu gosto muito de contos-de-fada, em especial o da Chapeuzinho Vermelho. Acho que já é a minha terceira versão! Prometo que mudo e falo de outras coisas, mas é que nunca vi um texto que me desse tanta vontade de escrever sobre... Como matei meu primeiro lobo Bruno Leandro Eu matei meu primeiro lobo ainda menina. Lembro dos olhos, focinho e das orelhas grandes, das patas enormes e das presas afiadas. Lembro do medo que senti quando aquele animal olhou para mim com intenções assassinas, querendo me matar e devorar minha carne. Mas, pior do que isso, lembro de ver minha pobre avó largada no chão, desfigurada pelo ataque do resto da matilha, pouco mais do que ossos e sangue no chão. O que estava à minha frente era o pior de todos, o mais agressivo, o mais rápido, o mais feroz: o líder da matilha. Um rosnado seu e eu seria dilacerada pelos seus mínions. Eu era apenas uma criança, o que po...

Eu Quero Acreditar.

Peter Pan, Mary  Poppins e Dorothy estão certos em uma coisa: é necessário acreditar. Por que a magia existe? Porque acreditamos nela. Por que o impossível se torna possível? Porque acreditamos nisso? E por que pode uma fada entrar pela janela de um quarto e mudar a vida de uma pessoa? Porque é possível acreditar. Eu Quero Acreditar. Bruno Leandro Pensei que havia sonhado. Mas, quando acordo pela manhã, ela ainda está ali. Uma fada havia entrado pela minha janela! Eu nunca fui de acreditar em seres fantásticos. Nem em Papai Noel, Coelhinho da Páscoa ou, sequer, o Bicho Papão. Se alguém começava a me falar deles, eu imediatamente saía de perto, pois não gostava de ouvir falar dessas “bobagens”. Acho que dá pra entender o meu susto quando aquela coisinha minúscula entrou no meu quarto ontem à noite, não é mesmo? Eu estava parado em frente à janela do quarto, olhando para as árvores do quintal, quando, de repente, algo estranho surgiu no meu limite de visão. E o que era? Isso me...

Fugindo do Reino Humano

Olá. pessoal. O conto de hoje é bem longo e eu resolvi que dividiria, mas voltei atrás. Então, o texto é bem grande, mas espero que gostem. Este é um de dois contos que mandei para um concurso. Infelizmente, não ganhei, mas tenho certeza de que os outros contos foram melhores. No entanto, como sei da qualidade do meu trabalho, vou postar aqui para a apreciação vocês. Fugindo do Reino Humano Bruno Leandro Todos corriam desesperados, tentando, de alguma forma, salvar suas vidas. O arco-íris estava a poucos metros de distância e bastaria atravessarem-no para que estivessem a salvo. Eles tinham que conseguir! Amara ia à frente, liderando o grupo, quando deu por falta das pequenas larvas – as fadas-filhotes que ainda não haviam ganhado suas asas. Com medo do que tivesse acontecido, ela incentivou aos outros a que seguissem em frente e pediu a dois dos duendes que a acompanhassem. Com pressa, subiram correndo as escadas de volta para o inferno. Se não achassem as larvas antes que o ...

Quem tem medo do Lobo mau?

Quem tem medo do Lobo Mau? Eu tenho. Você não tem? Mas deveria. Ou será que não? Quem tem medo do Lobo mau? Bruno Leandro O apelido de Chapeuzinho Vermelho veio no ensino médio. Também, o que se poderia esperar quando você namorava alguém com o apelido “Lobo”. Lobo tinha este apelido porque tinha um jeito feroz, selvagem, quase animalesco. Menos comigo. Comigo ele era doce, sensível e fazia tudo para me agradar. Ouvia cada uma de minhas palavras e vivia elogiando meu perfume. Acho que foi isso que me atraiu nele, esta mistura de selvageria e pureza, se é que as duas poderiam coexistir. Com o tempo o apelido de Chapeuzinho Vermelho foi encurtado e passaram a me chamar de Chapeuzinho. Continuei achando o apelido ridículo, mas parei de ligar para isso. Não demorou muito e, logo após o colégio terminar, nos casamos. Foi então que descobri a outra face de Lobo, aquela animalesca, que ele nunca me revelava. Começou a me bater, espancar, até sair sangue. Tornei-me vítima d...

Conto de Bruxa

Faz já um tempo que não posto nada sangrento por aqui. Que tal misturarmos sangue e fantasia? Bruxas povoam nossa imaginação desde pequenos. Nossas mães nos contam histórias onde as bruxas tentam matar princesas e devorar criancinhas e nós acreditamos e choramos de medo. Mas crescemos e descobrimos que bruxas não são reais. Neste mundo. E em outros mundos, será que são? A Rainha-Bruxa Bruno Leandro A rainha-bruxa foi traída. Entregue por seus vassalos, ficou decidido que ela seria queimada na fogueira. A rainha-bruxa está morta. Longa vida à rainha! Mas,... um ano depois... O capitão da guarda estava preocupado. Muitas servas estavam desaparecendo misteriosamente. Pouco depois, elas eram encontradas mortas, dilaceradas como se devoradas por algum animal, ou sem sangue pelo corpo ou, mesmo, sem carne alguma em seus ossos, sobrando apenas roupas e acessórios para sua identificação. Uma busca minuciosa foi feita pelos arredores do palácio, bem como dentro do próprio pal...

Aprendendo um pouco sobre fadas e duendes.

Fadas e duendes... existe algo mais bonito e mais puro? Existe algo mais inocente? Porém, engana-se quem acha que fadas e duendes são puros e inocentes. Quem já leu "Sonhos de Uma Noite de Verão" sabe bem do que estou falando. Duendes e fadas podem ser terríveis, se necessário. Sobre Fadas e Duendes Bruno Leandro Era meia-noite e a clareira estaria normalmente deserta, não fossem as pequenas luminescências que indicavam a presença de uma comitiva de fadas. Com elas, encontravam-se naquele momento os duendes e todos decidiam o destino do seu mundo. – Com que então as bruxas resolveram nos atacar? – quem falava era a rainha das fadas, Titânia, esposa do rei da floresta e dos duendes, Oberon. – Ouvi dizer que elas estão esperando apenas a próxima ocasião de seu Sabá, quando, então, terão força total para o enfrentamento – o emissário do rei duende, que estava acamado pela última batalha contra as bruxas, tomou momentaneamente a palavra. – Mas, minha rainha, será verdade?...