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Mostrando postagens com o rótulo Fantasia

Os Ninjas de Pedra Sabão

No Mundo Lateral, uma das muitas subdivisões e revisões do próprio Protomundo, havia uma loja que nunca estava aberta, mas que nunca fechava e era chamada de Loja dos Segredos. Para chegar a ela, não se passava por uma porta, mas pelas frestas e vãos da própria realidade. Era uma daquelas lojas de não-lugar, que se recusavam a existir no mundo real, não importando o quanto isso pudesse ser considerado indigno. Seu mestre era Dom Raphael Joaquim de Santana primeiro e único, guardião de todos os segredos e fofoqueiro profissional. Por mais absurdo que possa parecer, um título não anulava o outro, pois os segredos que ele guardava só poderiam ser revelados se o próprio dono deles, e não uma duplicata, gêmeo maligno ou parente mais velho, requisitasse. Mesmo depois de mortos, os segredos só se abririam se o próprio espírito pedisse e autenticasse a cópia em três vias (uma era para o cartório, claro). Por outro lado, ser fofoqueiro profissional era um trabalho hercúleo, já q...

A Ideias Que Não Cansam De Aparecer

Continuo escrevendo, editando, resumindo e expandindo meu livro e, por consequência, o universo em que ele acontece. O interessante, é que as ideias não deixam de aparecer só porque estou focando em um projeto. Isso me deixa bem confuso, pois as ideias podem ser no microuniverso desse mundo, ou no macrouniverso/multiverso que conecta todas as minhas ideias. Às vezes é apenas uma palavra, ou uma expressão fora do lugar, como “bailarina”, “chapéu de coco” ou “fazer acontecer” (não que eu tenha relacionado essas). Outras, é simplesmente a ideia de misturar dois universos de magia urbana, não fazendo um, mas colocando os coadjuvantes de um livro no outro, mas com abordagens diferentes. Um dos livros que pretendo fazer no futuro é uma fantasia urbana adolescente, com demônios e possessões. Bem legal, aliás. Outro é uma história de detetives, mas também com magia, porém em uma pegada mais adulta. (Não sei se deu para notar, mas sou meio fascinado por magia.) Não é algo do tipo...

Tire suas mãos sujas da minha História!

(Com H maiúsculo!)  Tenho lido ultimamente muitos blogs e sites que falam sobre diversidade. Aliás, estou achando cada pérola mais brilhante do que a outra. São sites ótimos, que falam sobre a diversidade em histórias que se passam nos dias atuais e alguns também tratam da diversidade em histórias ficcionais do passado, como a Idade Média, Era Vitoriana, etc. (a maioria dos sites é em inglês ou fala sobre literatura estrangeira). Porém, uma coisa que me incomoda em alguns desses sites são os comentários. Eventualmente, alguém surge e diz: “mas não havia negros na Europa nessa época”, “o mundo está muito chato com esse politicamente correto”, “guerreiros da justiça social (social justice warriors)”, blábláblá. O que essas pessoas querem dizer é: Tire suas mãos sujas da minha História. No entanto, será que essas pessoas conhecem mesmo a História? E digo mais, será que essas pessoas estão mesmo interessadas em fidelidade histórica, ou apenas no que elas entendem por iss...

Fantasia Urbana x Fantasia Medieval. Qual a mais fácil de escrever?

Bem, aqui estou eu para um segundo post. Acho que gostei da liberdade para compartilhar minhas dúvidas como escritor. E a de hoje é uma dúvida com uma pegadinha, de certa forma. É mais fácil escrever fantasia urbana ou medieval? Primeiro, preciso dizer que cresci lendo a fantasia mais medieval e tenho pouco contato com a versão urbana, então ainda estou tentando entender esta última. As regras parecem mais simples, e ao mesmo tempo, mais complexas. Se, ao contrário da medieval, você não precisa necessariamente criar um mundo à parte (embora possa) na fantasia urbana, por outro, parece que ela te convida a explicar mais a magia, a criar sistemas complexos e a explicar, quase que cientificamente, como as coisas funcionam. No entanto, a fantasia medieval costuma exigir um melhor detalhamento do mundo e dos seres que o habitam. Não é possível jogar um personagem em uma zona desconhecida sem explicar um pouco que seja daquele lugar. Afinal, por mais que já estejamos acostumados a vermo...

Conflitos de um artista iniciante

Sim, a mão é minha mesmo. Sim, eu sou um artista, embora “iniciante” seja mais para dar um charme. Já escrevo há muito anos e, embora não tenha muitas publicações em meu nome sei que vou chegar lá. Em todo caso, eu estou pensando demais e conflitando de menos. Vamos aos meus conflitos: Eu estou escrevendo um livro (estou com uns projetos…). É um livro de fantasia, o qual me divirto muito escrevendo, apesar do trabalho que dá. Aliás, talvez por conta do trabalho. Criar um mundo de fantasia é, com o perdão do trocadilho, algo mágico. E não é nada fácil. Eu comecei a criar meu mundo anos atrás. Até hoje eu acredito que não esteja completo, pois ele é um híbrido entre fantasia clássica (magia, monstros, etc.) e um mundo inventado dentro do cérebro do narrador da história (Alice, você por aqui?). O problema até aqui? Amalgamar tudo sem que fique ridículo (será que eu deveria usar essa palavra? Ridículo parece algo que um artista não deveria usar… — até parece!). Como assim, ridícul...

Além do Espelho (re-postagem)

Então, galera, como tem gente que tem coragem de ler um texto grande ( o/ ) de uma vez só, resolvi colocar o texto publicado durante a semana passada todo hoje. Acho que fica melhor para ler (minha opinião pessoal). Espero que aprovem a iniciativa. PS: Estou aproveitando este momento de relativa calmaria para atualizar o blog com mais frequência. Só não digo que voltei de vez porque, infelizmente, ainda tenho um semestre conturbado da faculdade para cursar. É o último (torçam  por mim) do meu bacharelado. Quanto à licenciatura, estudo na UERJ e eles gostam de dificultar a vida dos estudantes (a universidade como instituição, não os professores em sua maioria) e eu estudo na faculdade e em um curso (aliás, também é o último período do curso), trabalho, faço academia e dieta (estou acima do peso, sim, me condenem, rs). Como podem ver, assim como todo brasileiro, a minha nada mole vida não é *fàssio* fácil. Espero que me perdoem com todo o amor que guardam no fundo de seus cor...

Além do Espelho - quarta parte (final)

Além do Espelho Bruno Leandro Parte 4 e final Corri como um desesperado, mas, quando me faltavam apenas vinte metros, ela chegou a seu destino. A bruxa conseguiu chegar até o portal e, sem ter o que a impedisse, preparou-se para voltar ao mundo real. Eu estava perdido. Ainda assim, corri, apenas para vê-la colocar um pé para fora daquele mundo. Ou assim Ana e eu pensávamos, não fosse por Dumas. Meu fiel Dumas surgiu das sombras, segurando Ana e a puxando para dentro daquele mundo novamente. Ele havia nos seguido pelo portal e, por alguma estranha mágica daquele lugar, havia ficado sólido. Ele conseguiu conter a bruxa pelos segundos que eu precisava para chegar perto dela. De costas para mim, ela se debateu e, sem saber que eu me aproximava, disparou uma magia contra Dumas. Cheguei no momento exato em que isso aconteceu e, graças a meus amuletos, a onda de choque se voltou contra ela. Derrubada por sua própria magia, a bruxa não era mais um perigo imediato. Vasculhei...

Além do Espelho - terceira parte.

Além do Espelho Bruno Leandro Parte 3 Como fui estúpido! Se eu tivesse guardado o diário comigo, ela não teria a menor chance. Infelizmente, carregar tal fardo a todo lugar não é uma ideia muito boa e fui obrigado a deixá-lo para trás durante o jantar. Eu pretendia voltar logo em seguida, mas a distração dela se mostrou eficaz e acabei deixando os segredos de minha família desprotegidos. Só me restava persegui-la e tentar pará-la ainda dentro de minha propriedade, onde os danos poderiam ser controlados e onde ela não conseguiria quebrar os selos de proteção. Eu não sabia quantos minutos ela teria de vantagem, mas cria não serem mais do que doze, o tempo que levei para correr até o andar superior e, após ajudar meus pais, para voltar a meus aposentos agora não tão secretos. Furioso, catei alguns outros amuletos de minha escrivaninha e parti atrás da bruxa. Minha propriedade é um labirinto mágico e estranhos não podem sair dela sem auxílio. Exceto por um lugar: o ja...

Além do Espelho - segunda parte.

Além do Espelho Bruno Leandro Parte 2 Deixando Ana de lado, corri escadas acima, para encontrar meu irmão tentando reanimar nossos pais. Ambos estavam com palidez cadavérica e, frios, parecia que a vida os havia abandonado. Em seu nervosismo o garoto não conseguia despertá-los e, com medo, chorava sobre seus corpos. As meninas chegaram logo em seguida e, somando seu pânico ao dele, transformaram aquela situação em um caos completo. Tive que gritar com eles para que não me atrapalhassem e, após expulsá-los do quarto, senti os pulsos de meus pais. Estavam fracos, mas ainda existiam. Murmurei rapidamente as palavras de uma magia de recuperação, primeiro sobre meu pai, que estava mais fraco, depois sobre minha mãe, cujo peito subia com menos dificuldade. Consegui fazer com que ambos se reanimassem e, assim que os vi bem, permiti ao resto da família adentrar o quarto para abraçá-los e perguntar como se sentiam. Foi neste momento que percebi três coisas: primeiro, o quarto de ...

Além do Espelho - primeira parte.

A história de hoje, na verdade desta semana, ficou muito grande. Então, resolvi seriá-la. Vou dividir em quatro postagens, uma a cada dia, não tanto para criar suspense, mas mais porque eu sei que as pessoas não gostam de ler coisas muito longas. E, acreditem, esta ficou um pouquinho longa para ser postada em um dia. Além do Espelho Bruno Leandro Parte 1 Começou há poucos dias e eu ainda não entendi o que está acontecendo. Desde que Ana chegou à minha casa, sinto uma aura diferente no ar. Acho que ela trouxe os espíritos de seus ancestrais consigo. Porém, se de fato é isso, como não consigo notá-los? Eu, o maior vidente de todo o mundo, sem conseguir perceber a presença de algum espírito? Isso está errado, muito errado. Sei que Ana é uma bruxa poderosa, mas nem ela deveria conseguir escondê-los de mim. Preciso descobrir seus planos, antes que ela destrua a todos que vivem nesta casa. Se pelo menos eu pudesse avisá-los! Frustrado, fechei meu diário, selando-o co...

Semana Especial: Animês e Mangás - Dia 5 – CLAMP (Final)

Dia 5 – CLAMP! Eu sei, eu sei. Parece que tenho uma obsessão por animês do tipo Mahou Shoujo. Então, para resolver isso de uma vez, vou falar hoje dos desenhos de um grupo que adora falar de garotas mágicas: O grupo CLAMP. As meninas do CLAMP formam um grupo de desenhistas bem famoso no Japão. Muitos desenhos delas chegaram até o ocidente e, enquanto nós crescíamos assistindo televisão, eram os desenhos delas que víamos. Alguns como: Sakura Card Captors, Sailor Moon, Guerreiras Mágicas de Rayearth (isso só pra fazer uma pequena lista dos que eu vi). Tem vários outros que sequer chegaram oficialmente ao Brasil e só vieram para cá através de fansubs (fora os que ainda não chegaram) e ainda há vários sendo produzidos. Bem, como a minha intenção é encerrar o gênero “garotas mágicas” hoje, dia 21, vou falar um pouco dos animes de que mais gosto delas, a começar por: 1 - Sakura Card Captors Sakura é uma menina que descobre no porão de sua casa um livro mágico selado que ela abr...