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Mostrando postagens com o rótulo Guerra

Guerra

A guerra mata, destrói vidas e separa entes queridos. Em uma guerra, ambos os lados julgam estar certos. Mas será que estão? No texto de hoje, um conto sobre guerras de um ponto de vista... peculiar. A Guerra é Cruel Bruno Leandro Vejo tantos companheiros mortos, tantas perdas! São tantos, meu Deus, tantos! Tantos corpos que é quase impossível contar um a um. Enquanto passo pelo campo, posso ver as causas de suas mortes e as lágrimas vêm aos meus olhos mais uma vez: membros estourados, corpos esmagados, cabeças arrancadas... Não, não, não! É demais! Eu não consigo aguentar! Ali! Vejo um pouco de movimento de um companheiro caído e vou até ele. Antes mesmo de chegar percebo que é tarde demais: a parte inferior de seu corpo está esmagada, uma mancha sangrenta sobre o chão. Ouço baixos zumbidos em volta e vejo alguns poucos companheiros ainda se mexendo. Não, eles estão se contraindo. Seus corpos em espasmos me mostram a verdade de suas mortes: seus fins vieram da nov...

O Temível Exército Vermelho

O Temível Exército Vermelho Bruno Leandro O gigantesco exército vermelho se aproximava rapidamente. Os companheiros suavam frio e temiam por suas vidas, pois não tinham como se defender e a morte estava cada vez mais próxima. Quando estavam a pouco mais de duzentos metros de distância, os cavalos pararam e um homem, que parecia ser o líder surgiu à frente, gritando para os que estavam no forte: – Rendam-se, Alabartes! Ousem resistir a nós e destruiremos até a última pedra de sua fundação! Os companheiros se entreolharam. Havia algo errado! Timenes, o menos covarde, colocou a cabeça para fora da amurada e gritou em resposta: – Alabartes? Mas não tem nenhum Alabartes aqui! – Como não? – reclamou o homem – Aqui não é o castelo de Tarrin? – Não! Desconcertado, o homem olhou para seus companheiros, pedindo um mapa. – Minha nossa, é verdade! Desculpa, aí, gente! Nós fizemos uma curva errada no Rio Trieste e viemos parar aqui por engano, foi ma...

Ah, o amor...

Muitas vezes, o amor nos chega de maneiras inesperadas e nos momentos mais inapropriados. As consequências? Imprevisíveis! Amor em tempos de guerra Bruno Leandro Eu lutava contra os insurgentes de Thayfatuos. Minha espada penetrava os corações dos rebeldes e cortava suas gargantas com a facilidade de minha raça. A carnificina era minha irmã e a chacina a mãe que me guiava. Tudo era apenas gritos e vermelho. Foi então que a vi. Ela estava linda, seu rosto manchado de rubro das mortes causadas por sua lâmina. Os cabelos, encharcados de sangue, grudavam-se à pele. Uma furiosa guerreira, ela decepava membros e cabeças de seus inimigos como se nada fossem. Sua ferocidade era inigualável. Me apaixonei de imediato, mesmo ela estando no lado oposto do conflito. De alguma forma, ela percebeu que eu a observava e seus olhos cravaram-se nos meus como adagas. O rosnar que saiu de sua boca parecia um coro de anjos – da morte, claro. Os dentes à mostra, brancos, p...

Declare guerra a quem finge te amar, declare guerra...

Guerra. Sempre um assunto triste, sempre um assunto delicado, sempre um assunto em que não gostamos de pensar, mas que, queiramos, ou não, a todo momento nos é jogado na cara. Agora mesmo, enquanto digito estas linhas, e nesse outro agora em que elas são lidas por você, meu querid@ leitor(a), há guerras eclodindo ou chegando a seu ápice em algum lugar do planeta. Sabem o quanto isso é triste, saber que há pessoas se matando por motivos que supostamente sejam importantes, mas que não chegam perto de serem? Territórios, religião, política, superioridade de pensamento, raça, etc... É desanimador. A guerra é cada vez mais um comércio, por isso ela evolui a todo momento. Chegará o dia, quiçá, que não reste mais humanidade por culpa da imbecilidade da guerra. Espero não estar aqui para ver chegar tal dia. Apesar da introdução melancólica, não é meu objetivo fazer uma crônica de guerra, mas um conto. Espero que gostem do que eu escrevi e podem dar suas opiniões ao final. Aproveitem! A...

A Revolução das Mulheres

E se tudo começasse de novo? E se os homens quisessem ser novamente os donos das mulheres? E se eles conseguissem? E se... E se... E se... O que essas mulheres poderiam fazer quanto a isso? Nova Amazônia Bruno Leandro Começou em um dia como outro qualquer. Os homens voltaram a tentar mandar em suas mulheres. Discussões eram caladas com agressões físicas. Brigas eram motivos para espancamentos. O sistema de justiça ficou cego a tudo, virando as costas às suas filhas, como se as deserdando de seus direitos. Mães, filhas, irmãs, esposas e desconhecidas tornaram-se reféns dos homens. Eles recuperaram seus direitos sobre elas, como suas propriedades que eram, fazendo exatamente o que queriam, pois sabiam que nada lhes aconteceria.  Por anos a situação se manteve assim. As mulheres perderam seus empregos e cargos, direito a voto e voz, direito a olhar nos olhos. As cabeças foram obrigadas a se abaixarem. O preço da desobediência: a morte. Claro que houve resistências, muitas mulhere...

A Guerra é Cruel

Olá, pessoal. Eu aqui de novo com mais um texto, este falando sobre a guerra. Tem gente que acha que o texto que criei é um pouco depressivo e um colega me disse uma vez, brincando, que alguns dos meus textos são "um convite ao suicídio". Sinceramente, espero que não sejam, pois do contrário eu fico sem leitores. Enfim, este texto é, ou espero que seja, atemporal. Escrevi há mais de dez anos, mas o assunto ainda é atual. Guerras, quantas já existiram e quantas mais ainda existirão? Aviso logo que a minha descrição de algumas partes foi um pouco crua, mas não acho que tenha sido muito exagerada. Enfim, apreciem e me deem algum feedback, ok? PS: Sim, meus textos são vem variados e eu costumo ser bem versátil. Então meus temas são amplos e eu falo de quase tudo. Adivinhar o que vou escrever a seguir é parte da graça. Memórias de uma guerra que não deveriam ser contadas. Bruno Leandro                 ...