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Mostrando postagens com o rótulo Parábolas

Cordão Umbilical

Quantas vezes já não ouvimos a expressão "cortar o cordão umbilical", em artigos que falavam de pais que tinham filhos muito dependentes ou de filhos que tinham pais controladores demais? O cordão umbilical é um laço tão forte entre mãe e filho que se tornou um símbolo do laço entre os dois, uma laço de certa forma eterno e inquebrável, apesar de o cordão ser cortado logo nos primeiros segundos de vida do bebê. Mas, e se não fosse? Cordão umbilical Bruno Leandro Quando Mário nasceu, esqueceram de cortar seu cordão umbilical. O pai ficou muito irritado com isso e quase bateu no médico e nos enfermeiros, mas foi convencido pela mulher a não fazer isso. Ele saiu do hospital jurando que iria processar a equipe médica inteira, mas a mãe acabou não ligando muito, pois acreditava que aquele cordão a deixaria mais próxima do filho. Não deixou de ser verdade, já que mãe e bebê não se desgrudaram por um só momento nos seus primeiros anos de vida. O pai ficou por muitos a...

Oneiric

Olá, pessoal. Desculpem a falta de novas postagens no blog, mas garanto que é por uma boa causa. É que comecei o período da faculdade e, como faço letras, tenho que fazer inúmeras leituras, o que me tira o tempo até para ser criativo, infelizmente. Mas, enfim, estou aqui hoje com um novo texto no blog, que decidi publicar em dois dias separados. Por quê? Se eu disser que é porque eu quero, além de ser grosseiro, vai ser mentiroso. A verdade é que eu vou publicar o mesmo texto, só que duas vezes. Perda de tempo? Não! É que o texto que vou colocar aqui foi escrito por mim (óbvio) primeiro em inglês. Depois, eu traduzi e adaptei o texto para o português e, é claro, o texto mudou um pouco o seu sentido. Como o texto é meio grande, não faz sentido postá-lo duas vezes no mesmo dia, porque ninguém vai ler. assim sendo, resolvi separar a postagem em dois dias, assim vocês apreciam mais e eu trabalho menos... ops, quer dizer, eu publico mais textos no blog. E como fica a postagem? Hoje será a v...

O Ermitão

Não sei se isso já aconteceu com vocês, de receberem uma conta indevida, uma multa que não tinha nada a ver, ou terem de pagar por algo que nunca consumiram? Comigo, já. O Ermitão Bruno Leandro O ermitão estava dormindo, quando ouviu barulhos estranhos: toc, toc, toc. Alguém batia à porta de sua caverna. Ainda sonolento, e sem entender por que alguém estaria batendo, ele, que vivia isolado do mundo, foi para a entrada da caverna. O que viu o intrigou: havia um homem razoavelmente bem-vestido à sua frente, com papéis em sua mão e um sorriso estranho no rosto. – Bom dia, meu senhor! – disse o homem – Estou aqui para entregar ao senhor esta guia de recolhimento de impostos. – Impostos? Mas do que é que você está falando? – perguntou o eremita. – Bem é que, como o senhor sabe, com o objetivo de trazermos melhorias para a vida de nossos cidadãos, todos devem fazer sua parte. No caso da população, isso significa pagar impostos, para que melhoremos o lugar onde vivem, educação, saúde, ger...

Vício

E aí pessoal, beleza? Aqui está tudo certinho. O texto de hoje é uma brincadeira com os "novos vícios", os vícios da Era Contemporânea. Há, por exemplo, gente que se vicia em computadores, gente que se vicia em trabalho, gente que se vicia em celular... Bem, Marcelo, o rapaz que vai dar seu depoimento em seguida, tem um vício desse tipo. O texto é uma mistura de comédia com crônica e algo mais. Brinquei de fazê-lo via twitter, então tive que reestruturar algumas coisas antes de liberá-lo em definitivo. Ainda assim, espero que gostem. Depoimento de um viciado Bruno Leandro Então, por onde começo? Bem, meu nome é Marcelo e eu uso drogas há 120 meses, 1 semana e 3 dias. Eu não consigo me livrar da televisão. Eu nunca tinha assistido televisão antes. Minha mãe dizia que faz mal e eu sempre confiei. Ela é guerreira, tem me apoiado muito. Infelizmente, um dia eu fui introduzido a esse mundo. A culpa foi de um amigo, que me convidou pra ir à casa dele. Quando eu percebi, ele ...

Fusão de textos.

Olá a todas e todos. Hoje resolvi trazer uma novidade para vocês. Lembram-se dos dois últimos textos que eu postei aqui no blog? Máscaras e Maniqueísmo ? Bem, o texto de hoje é uma homenagem a eles. Explicando melhor, o objetivo deste texto é, de alguma forma, unir a essência do texto "Máscaras" com o "Maniqueísmo", mostrando, então, como pessoas más usam máscaras "boas", fingindo ser quem não são, assim como pessoas boas são obrigadas, por vezes, a travestirem-se de outras para sobreviver ao mundo. Aproveitei, também, para brincar um pouco com os tempos verbais, situando os personagens em contextos de momentos diversos, enquanto exemplificava as diferenças entre cada em relação a si e aos outros. Acho que consegui meu objetivo, mas somente vocês podem me confirmar. Então, o que acham de olhar este novo texto? Máscaras e Maniqueísmo Bruno Leandro              O relógio tocou. Eram horas. O dia ia começar. Ele levantou, olhou no espelho e se ...

Maniqueísmo.

O bem e o mal. O mal e o bem. E algo estranho no meio! Este texto de hoje é curto e vai direto à ferida. Eu gosto muito da simplicidade do que escrevi, pois o objetivo é só mostrar um pouco de pensamento livre. Sobre o que pensamos ser o mal e sobre o que achamos ser o bem. É, também, sobre como julgamos os outros com base em nossas próprias crenças. É claro que vocês podem não concordar comigo. Ou podem. Vocês são livres para decidir e a escolha é toda sua. Para sua apreciação, senhoras e senhores: Maniqueísmo Bruno Leandro Vinham juntos o bom, o mau e o feio. O bom consolava o feio de sua feiura. O mau acusava o feio de todos os males do mundo. O feio era infeliz, pois dele só tinham horror ou compaixão, nunca sentindo carinho, amor ou amizade. O bom confortava o feio. O mau debochava dele. O feio chorava por si mesmo. O bom dizia ao feio que tudo ia melhorar, que agora havia plásticas e cirurgias, que ele não precisaria mais ser feio. O mau ria da cara do feio, falava que s...

Máscaras

A sociedade é feita de máscaras. Isso é um fato, não uma suposição. "Eu" sou uma pessoa em casa, outra no trabalho, ou ainda na faculdade e mais alguém com os amigos, dependendo de quais amigos sejam. Pensando nisso, resolvi escrever este texto, que fala sobre como a sociedade nos vê e a obrigação que ela nos impõe. Aliás, como gosto de brincar com os amigos: "essa entidade chamada sociedade". Afinal, sempre que falamos da sociedade, parece que não fazemos parte dela, não é mesmo? Bom, meus prefácios são tão grandes que eu corro o risco de escrever mais do que o meu texto, que foi mais pensado e planejado do que o que estou escrevendo aqui. (Ou será que não?). Sem mais delongas, apresento: Máscaras. Bruno Leandro Existia um homem que era chamado de "Eu". "Eu" andava para todos os lugares com o rosto descoberto. As pessoas achavam "Eu" estranho, pois todos usavam máscaras e não mostravam nunca seu verdadeiro rosto, suas máscara...