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Mostrando postagens de julho, 2012

O que me causa mal-estar

O que me causa mal-estar Bruno Leandro Sabe o que me causa mal-estar? É algo bem simples, mas de uma profundidade terrível: o desprezo pela juventude. Me causa um mal-estar horrendo ver como os mais velhos desprezam os mais jovens apenas por serem jovens. Se é jovem, é imaturo. Se é jovem, não tem qualidade. Se é jovem, não saber o que quer da vida. “A juventude é desperdiçada pelos jovens” – repetem a citação como papagaios, sem sequer saberem sua autoria ou propósito. Não sou mais tão jovem (29 anos, quase um balzaquiano!), mas não posso deixar de me revoltar com tais afirmações. É como se um jovem não tivesse capacidade, posto que jovem. É como se um jovem não tivesse inteligência, já que jovem. É como se um jovem não tivesse potencial, ainda que jovem. Isso me irrita. As pessoas têm uma tendência enervante de olhar para seu passado e achar que tudo era melhor em suas respectivas épocas. Se isso é mesmo verdade, as ditaduras e a época da escravidão devem ter sido maravi...

Os Dez Direitos do Leitor

Tudo bem, pessoal? Hoje o post é em formato diferente e não vai ser um texto meu. Recebi esta imagem muito interessante no Facebook e achei legal compartilhar com vocês. Espero que gostem! Eu pratico quase todos os direitos, exceto o primeiro e o segundo. Para mim, é quase impossível não ler, não gostar de ler, ou não querer ler. E, sim, confesso que tenho livros que não terminei até hoje, mas eles estão apenas em repouso. Mesmo os piores livros que já li na vida foram terminados por mim. Parece estranho, mas é bom ler coisas ruins, às vezes. Isso ajuda a desenvolver espírito crítico. O que não podemos e nos deixar levar pelo que é ruim. Devemos é entender porque eles foram ruins e seguir adiante, evitando cometermos os mesmos erros. Uma dica importante, aliás, para pessoas que querem ser escritores um dia. Exatamente o meu caso. Bem, eu já disse o direito que eu pratico. E vocês? O que vocês fazem, ou não, como leitores?

Cordão Umbilical

Quantas vezes já não ouvimos a expressão "cortar o cordão umbilical", em artigos que falavam de pais que tinham filhos muito dependentes ou de filhos que tinham pais controladores demais? O cordão umbilical é um laço tão forte entre mãe e filho que se tornou um símbolo do laço entre os dois, uma laço de certa forma eterno e inquebrável, apesar de o cordão ser cortado logo nos primeiros segundos de vida do bebê. Mas, e se não fosse? Cordão umbilical Bruno Leandro Quando Mário nasceu, esqueceram de cortar seu cordão umbilical. O pai ficou muito irritado com isso e quase bateu no médico e nos enfermeiros, mas foi convencido pela mulher a não fazer isso. Ele saiu do hospital jurando que iria processar a equipe médica inteira, mas a mãe acabou não ligando muito, pois acreditava que aquele cordão a deixaria mais próxima do filho. Não deixou de ser verdade, já que mãe e bebê não se desgrudaram por um só momento nos seus primeiros anos de vida. O pai ficou por muitos a...