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Ah, o amor...

Muitas vezes, o amor nos chega de maneiras inesperadas e nos momentos mais inapropriados. As consequências? Imprevisíveis!

Amor em tempos de guerra
Bruno Leandro

Eu lutava contra os insurgentes de Thayfatuos.

Minha espada penetrava os corações dos rebeldes e cortava suas gargantas com a facilidade de minha raça. A carnificina era minha irmã e a chacina a mãe que me guiava. Tudo era apenas gritos e vermelho.

Foi então que a vi.

Ela estava linda, seu rosto manchado de rubro das mortes causadas por sua lâmina. Os cabelos, encharcados de sangue, grudavam-se à pele. Uma furiosa guerreira, ela decepava membros e cabeças de seus inimigos como se nada fossem. Sua ferocidade era inigualável.

Me apaixonei de imediato, mesmo ela estando no lado oposto do conflito.

De alguma forma, ela percebeu que eu a observava e seus olhos cravaram-se nos meus como adagas. O rosnar que saiu de sua boca parecia um coro de anjos – da morte, claro. Os dentes à mostra, brancos, pareciam se abrir em um lindo sorriso. Ela me trouxe a mais intensa paixão... Que durou por exatos três segundos, tempo suficiente para que minha cabeça rolasse no chão, graças à sua espada.

Foi a melhor morte que alguém poderia desejar a si mesmo. No campo de batalha e olhando nos olhos da pessoa amada.

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