Pular para o conteúdo principal

Ah, o amor...

Muitas vezes, o amor nos chega de maneiras inesperadas e nos momentos mais inapropriados. As consequências? Imprevisíveis!

Amor em tempos de guerra
Bruno Leandro

Eu lutava contra os insurgentes de Thayfatuos.

Minha espada penetrava os corações dos rebeldes e cortava suas gargantas com a facilidade de minha raça. A carnificina era minha irmã e a chacina a mãe que me guiava. Tudo era apenas gritos e vermelho.

Foi então que a vi.

Ela estava linda, seu rosto manchado de rubro das mortes causadas por sua lâmina. Os cabelos, encharcados de sangue, grudavam-se à pele. Uma furiosa guerreira, ela decepava membros e cabeças de seus inimigos como se nada fossem. Sua ferocidade era inigualável.

Me apaixonei de imediato, mesmo ela estando no lado oposto do conflito.

De alguma forma, ela percebeu que eu a observava e seus olhos cravaram-se nos meus como adagas. O rosnar que saiu de sua boca parecia um coro de anjos – da morte, claro. Os dentes à mostra, brancos, pareciam se abrir em um lindo sorriso. Ela me trouxe a mais intensa paixão... Que durou por exatos três segundos, tempo suficiente para que minha cabeça rolasse no chão, graças à sua espada.

Foi a melhor morte que alguém poderia desejar a si mesmo. No campo de batalha e olhando nos olhos da pessoa amada.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Como melhorar na escrita?

(You should work, work, work, work, work.) Escrever sobre escrever, por mais que pareça bobo, é algo que me anima. E digo isso pelo simples fato de que eu relaxo ao poder colocar minhas dúvidas e anseios fora da minha própria mente. Este espaço não se pretende nada mais do que um lugar de questionamentos e desabafos, sem respostas prontas e sem obrigatoriedade de respostas ao final da postagem. E, por conta disso, o assunto que eu quero abordar hoje é como melhorar na escrita. Escrever é algo difícil, mesmo para quem tem rompantes criativos, um português impecável e nasceu com um tablet na mão. Apesar de ser criativo e ter um nível muito bom de português, estou longe de ser perfeito e podem ter certeza de que não nasci com nenhum aplicativo de escrita a meu alcance. Sou da época (na minha época…) em que a internet estava começando. Eu posso, inclusive, dizer que cresci junto com ela, que nos desenvolvemos juntos e fomos aprendendo a lidar um com o outro. A tecnologia também evol...

O Artesão das Imagens e Palavras

Hoje resolvi ambientar minha história em um mundo de fantasia que ainda irei criar. Como assim? Bem, este texto é sobre um ser que criei há algum tempo e que dá título ao conto de hoje. Aliás, é errado dizer que escrevi um conto, o que fiz foi apresentar este personagem e pedir a ele que falasse brevemente sobre sua história. Então, em vez de "conto", vamos dizer que meu personagem escreveu uma espécie de mini-autobiografia. Um pequena observação: esta não é a primeira aparição do personagem no blog, ele pode ser visto aqui e a cidade de Leandor também já existe, mas não um mundo onde eu possa colocá-la, ainda. Quem sabe eu a coloque em algum mundo já criado? Bom, ainda vou decidir isso. Questão de tempo. Por enquanto, fiquem com a biografia de: O Artesão das Imagens e Palavras. Bruno Leandro Não me tornei o Artesão das Imagens e Palavras à toa. Eu o fiz porque tinha um sonho. E um dom. Eu o fiz porque tive quem acreditasse em meu sonho. E em meu dom. Nasc...

Catadora de Latinhas

A história de hoje é parte real, parte inventada, parte devaneio. É real, porque já cansei de ver catadores de lata, papelão, lixo, etc. por aí. Também é real porque parte dela aconteceu com um amigo, mas o catador era homem. É inventada porque eu nunca passei pela situação que escrevi, mas por coisas parecidas. É devaneio porque tais situações me fazem pensar sobre muitas coisas. Espero que gostem da história e que ela também os faça refletir. A Moça das Latinhas Bruno Leandro Ipanema, fim de tarde, já quase noite. Os belos corpos já se levantaram da areia e os poucos que ainda restam, já não tão belos, admiram o mar. Cena de cinema. Mas algo destoa de tão linda cena: uma moça, já senhora, que vejo recolher latinhas na orla. Ela está aqui, ali, lá e acolá, passa e vem de um lugar ao outro, recolhendo o alumínio que os outros descartam. Não olho muito, pois nada tenho a ver com sua vida. Logo me aborreço de ficar parado e ando, sem rumo e sem destino. De repente, uma voz me para. ...