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Postagens

O menino feio

Pedrinho Feio  Bruno Leandro  Pedro era um garoto introvertido, não muito desenvolvido para a sua idade e sem habilidades atléticas. Preferia as matérias de raciocínio e lógica aos exercícios de educação física e não se enturmava com facilidade. Para uns outros, Pedro era um esquisito, um estranho. E feio. Não demorou muito para que  garoto ganhasse um apelido maldoso na escola, chamado pelos colegas de “Pedrinho Feio”. Era humilhado todos os dias com esse apelido e, se fizesse algo errado, já diziam: “Tinha que ser o Pedrinho Feio”. Se fizesse algo certo, ninguém prestava atenção ou, por despeito, diziam que fora resultado de sorte. Pedro vivia em um mundo onde os colegas de escola não eram estranhos, pois se vestiam iguais, todos com as mesmas roupas da moda, quando fora do colégio, e todas as meninas eram loiras ou morenas com o cabelo alisado e pesada maquiagem que as tornava perfeitas. Ele não era popular, pois a popularidade dependia de uma visão ...

Lembranças Vindouras

Lembranças Vindouras Bruno Leandro Ah! Com que saudade e nostalgia me lembro dos tempos que ainda virão! Com que felicidade recordo as alegrias vindouras e me faz cair uma pequena lágrima dos olhos por ainda não tê-las. Ah! Com que tristeza me lembro do futuro vão, da forma esquecida e de tudo o que deixarei de lado! Com que medo penso nas atitudes más que ainda terei. Ah! Com que curiosidade vislumbro as possibilidades do porvir e as novidades do advir! Com que interesse vasculho as memórias dos tempos adiante, apenas para rever aquilo que verei. Ah! Está ali, a poucos passos, mas a cada segundo me escapa entre os dedos, já que o futuro está sempre adiante, longe. De meu toque, distante.

O Temível Exército Vermelho

O Temível Exército Vermelho Bruno Leandro O gigantesco exército vermelho se aproximava rapidamente. Os companheiros suavam frio e temiam por suas vidas, pois não tinham como se defender e a morte estava cada vez mais próxima. Quando estavam a pouco mais de duzentos metros de distância, os cavalos pararam e um homem, que parecia ser o líder surgiu à frente, gritando para os que estavam no forte: – Rendam-se, Alabartes! Ousem resistir a nós e destruiremos até a última pedra de sua fundação! Os companheiros se entreolharam. Havia algo errado! Timenes, o menos covarde, colocou a cabeça para fora da amurada e gritou em resposta: – Alabartes? Mas não tem nenhum Alabartes aqui! – Como não? – reclamou o homem – Aqui não é o castelo de Tarrin? – Não! Desconcertado, o homem olhou para seus companheiros, pedindo um mapa. – Minha nossa, é verdade! Desculpa, aí, gente! Nós fizemos uma curva errada no Rio Trieste e viemos parar aqui por engano, foi ma...

Além do Espelho (re-postagem)

Então, galera, como tem gente que tem coragem de ler um texto grande ( o/ ) de uma vez só, resolvi colocar o texto publicado durante a semana passada todo hoje. Acho que fica melhor para ler (minha opinião pessoal). Espero que aprovem a iniciativa. PS: Estou aproveitando este momento de relativa calmaria para atualizar o blog com mais frequência. Só não digo que voltei de vez porque, infelizmente, ainda tenho um semestre conturbado da faculdade para cursar. É o último (torçam  por mim) do meu bacharelado. Quanto à licenciatura, estudo na UERJ e eles gostam de dificultar a vida dos estudantes (a universidade como instituição, não os professores em sua maioria) e eu estudo na faculdade e em um curso (aliás, também é o último período do curso), trabalho, faço academia e dieta (estou acima do peso, sim, me condenem, rs). Como podem ver, assim como todo brasileiro, a minha nada mole vida não é *fàssio* fácil. Espero que me perdoem com todo o amor que guardam no fundo de seus cor...

Poesia de Quinta

Contradições Bruno Leandro Eu pareço jovem Falo como velho Sou bonito Sou feio E acho que sou normal Minha cabeça vai bem, obrigado Exceto... exceto quando ela não vai Mas não tem importância Só importa aquilo que é importante de verdade Sou o que me fizeram Sou eu mesmo, independente dos outros Eu sou o centro do mundo O mundo não gira à minha volta Não sou ninguém Sou eu, ele, ela, você, todos nós Quem sou eu, afinal? Ou quem não sou eu, melhor dizendo? Ai, é tão difícil pensar às vezes! Quem manda ser inteligente? Melhor que não fosse! Aliás, porque eu sou tão burro às vezes? Não que eu prefira ser uma metamorfose ambulante Mas fico melhor como contradição. Obedecendo ao título do poema acima, a poesia de quinta de hoje veio em uma sexta. E qual o porquê disso? Como vocês devem ter notado, a semana foi dedicada a um conto que dividi em quatro partes. Se mantivesse a data desta postagem, o conto ficaria estraçalhado. Não, não...

Além do Espelho - quarta parte (final)

Além do Espelho Bruno Leandro Parte 4 e final Corri como um desesperado, mas, quando me faltavam apenas vinte metros, ela chegou a seu destino. A bruxa conseguiu chegar até o portal e, sem ter o que a impedisse, preparou-se para voltar ao mundo real. Eu estava perdido. Ainda assim, corri, apenas para vê-la colocar um pé para fora daquele mundo. Ou assim Ana e eu pensávamos, não fosse por Dumas. Meu fiel Dumas surgiu das sombras, segurando Ana e a puxando para dentro daquele mundo novamente. Ele havia nos seguido pelo portal e, por alguma estranha mágica daquele lugar, havia ficado sólido. Ele conseguiu conter a bruxa pelos segundos que eu precisava para chegar perto dela. De costas para mim, ela se debateu e, sem saber que eu me aproximava, disparou uma magia contra Dumas. Cheguei no momento exato em que isso aconteceu e, graças a meus amuletos, a onda de choque se voltou contra ela. Derrubada por sua própria magia, a bruxa não era mais um perigo imediato. Vasculhei...

Além do Espelho - terceira parte.

Além do Espelho Bruno Leandro Parte 3 Como fui estúpido! Se eu tivesse guardado o diário comigo, ela não teria a menor chance. Infelizmente, carregar tal fardo a todo lugar não é uma ideia muito boa e fui obrigado a deixá-lo para trás durante o jantar. Eu pretendia voltar logo em seguida, mas a distração dela se mostrou eficaz e acabei deixando os segredos de minha família desprotegidos. Só me restava persegui-la e tentar pará-la ainda dentro de minha propriedade, onde os danos poderiam ser controlados e onde ela não conseguiria quebrar os selos de proteção. Eu não sabia quantos minutos ela teria de vantagem, mas cria não serem mais do que doze, o tempo que levei para correr até o andar superior e, após ajudar meus pais, para voltar a meus aposentos agora não tão secretos. Furioso, catei alguns outros amuletos de minha escrivaninha e parti atrás da bruxa. Minha propriedade é um labirinto mágico e estranhos não podem sair dela sem auxílio. Exceto por um lugar: o ja...