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Este texto não foi escrito por IA

Meus dois dedos de prosa sobre o pesadelo do fim do mundo dos últimos tempos De uns tempos para cá, a IA tomou conta de tudo. É possível vermos desenhos, vídeos, “fotografias” e, até mesmo, textos e músicas feitos com tais “recursos”. As aspas se aplicam, pois estão deixando de ser recursos e substituindo, ainda que mal e porcamente, o trabalho humano. Sei que a IA soa como inimiga natural nos últimos tempos, bem mais do que uma simples Skynet do pavoroso futuro do tal Exterminador, mas ela não deveria ser vista dessa forma. O problema é que o dinheiro a tudo corrompe. E, com isso, vemos trabalhos artísticos de pessoas vivas sendo utilizados, sem permissão, para compor a criação dos mais diversos tipos de obras de arte que, mesmo desprovidas de alma, ainda se passam por algo realizável. Não nos enganemos, a IA aprende e, com o tempo, ficará mais e mais difícil distinguirmos o que foi criado por ela. E isso é muito ruim. Não sou contra saltos tecnológicos, nem vilanizo a intelig...
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Escrevendo a diversidade

Todos os personagens do seu livro são brancos, independendo o período histórico e localização? Há poucas mulheres na sua história e as que existem vivem em função dos homens que as cercam? O máximo de pessoas com alguma necessidade especial são mendigos ou seres quase tão assexuados quanto anjos? E, falando em sexualidade, sua história não lida com as diversas facetas possíveis? Sua história pode ter um problema: falta de diversidade. Antes de mais nada, quero deixar claro que eu não acho que uma história precise tratar de todos os temas de diversidade possíveis e imagináveis, ou vamos ter muito personagem para pouca história. No entanto, acho que diversidade é sempre algo positivo, pois enriquece nossos escritos e lhes dão um colorido diferente. Afinal, foi-se o tempo (se é que um dia ele existiu) em que o mundo era masculino, branco, heterossexual, de estatura um pouco mais alta do que a média, não portador de necessidades especiais, com inteligência de bom tamanho, bom vigor fí...

Será que é perda de tempo aprender sobre escrita?

(Ou melhor: até quando vale a pena?)  Não, este não é um post caça-cliques, embora possa parecer. A minha pergunta é genuína. Estou escrevendo um livro, sempre fazendo alguma coisa diferente, o que faz o livro atrasar mais e mais e, para escrever melhor, faço cursos, vejo palestras no Youtube e vou aprendendo mais e mais sobre o ofício da escrita. E isso é ótimo, concordo. No entanto,  até quando  é bom aprender a escrever? Escrever é um ofício como qualquer outro, com particularidade próprias e com níveis de dificuldade variados, dependendo de quem escreve. Há quem tenha facilidade com matemática, outros com biologia, há aqueles que aprendem línguas muito rápido, pessoas que desenham muito bem e outras que entendem bastante de história. E há pessoas com habilidade nata de escrita. Eu posso dizer, sem falsa modéstia, que me encaixo em alguns dos grupos e que escrever é algo natural para mim. Se eu tiver que escrever um conto sobre determinado assunto, é provável qu...

O exotismo da raça

Ou por que os negros não são vistos como belos, apenas atraentes, quando muito Acredito que cada assunto que eu levante aqui tenha a ver com escrita. Claro, é antes uma maneira de posicionamento no mundo, mas também uma forma de analisá-lo na hora de produzir histórias. Os pensamentos aqui não são aleatórios ou descartáveis, mas uma maneira de produzir conteúdo que será usado para pensar em histórias futuras. Justificativa dada, vamos ao assunto de hoje: Qual imagem vem à sua cabeça quando se fala em uma mulher bonita? Provavelmente será uma mulher branca, talvez loira ou ruiva, olhos claros, magra e feminina. E um homem bonito? Acredito que branco, loiro ou moreno, olhos penetrantes e jeito másculo. Não se preocupe em negar ou justificar. É possível que você não tenha esse padrão de beleza para si e, caso o tenha, isso não é exatamente um problema seu, mas da sociedade. Afinal, a sociedade nos ensina a olhar apenas um tipo de beleza como padrão. O que não se encaixa é ...

Os Ninjas de Pedra Sabão

No Mundo Lateral, uma das muitas subdivisões e revisões do próprio Protomundo, havia uma loja que nunca estava aberta, mas que nunca fechava e era chamada de Loja dos Segredos. Para chegar a ela, não se passava por uma porta, mas pelas frestas e vãos da própria realidade. Era uma daquelas lojas de não-lugar, que se recusavam a existir no mundo real, não importando o quanto isso pudesse ser considerado indigno. Seu mestre era Dom Raphael Joaquim de Santana primeiro e único, guardião de todos os segredos e fofoqueiro profissional. Por mais absurdo que possa parecer, um título não anulava o outro, pois os segredos que ele guardava só poderiam ser revelados se o próprio dono deles, e não uma duplicata, gêmeo maligno ou parente mais velho, requisitasse. Mesmo depois de mortos, os segredos só se abririam se o próprio espírito pedisse e autenticasse a cópia em três vias (uma era para o cartório, claro). Por outro lado, ser fofoqueiro profissional era um trabalho hercúleo, já q...

Guerra

A guerra mata, destrói vidas e separa entes queridos. Em uma guerra, ambos os lados julgam estar certos. Mas será que estão? No texto de hoje, um conto sobre guerras de um ponto de vista... peculiar. A Guerra é Cruel Bruno Leandro Vejo tantos companheiros mortos, tantas perdas! São tantos, meu Deus, tantos! Tantos corpos que é quase impossível contar um a um. Enquanto passo pelo campo, posso ver as causas de suas mortes e as lágrimas vêm aos meus olhos mais uma vez: membros estourados, corpos esmagados, cabeças arrancadas... Não, não, não! É demais! Eu não consigo aguentar! Ali! Vejo um pouco de movimento de um companheiro caído e vou até ele. Antes mesmo de chegar percebo que é tarde demais: a parte inferior de seu corpo está esmagada, uma mancha sangrenta sobre o chão. Ouço baixos zumbidos em volta e vejo alguns poucos companheiros ainda se mexendo. Não, eles estão se contraindo. Seus corpos em espasmos me mostram a verdade de suas mortes: seus fins vieram da nov...

De volta à ativa!

Como vão pessoas, tudo bem? Faz muito tempo que sumi e peço que desculpem a ausência, mas estava cuidando de outras áreas da minha vida, em especial, a escrita. Nesse meio tempo em que sumi, participei de algumas antologias e agora apareço em três livros com contos para chamar de meus. Logo mais, estarei em mais uma antologia, então o tempo tem sido produtivo. Mas eu também tenho sentido falta disso aqui. Por causa disso, resolvi reativar este blog e começar a postar conteúdos novos, como contos, resenhas e outros textos. Fiquem comigo!