Meus dois dedos de prosa sobre o pesadelo do fim do mundo dos últimos tempos De uns tempos para cá, a IA tomou conta de tudo. É possível vermos desenhos, vídeos, “fotografias” e, até mesmo, textos e músicas feitos com tais “recursos”. As aspas se aplicam, pois estão deixando de ser recursos e substituindo, ainda que mal e porcamente, o trabalho humano. Sei que a IA soa como inimiga natural nos últimos tempos, bem mais do que uma simples Skynet do pavoroso futuro do tal Exterminador, mas ela não deveria ser vista dessa forma. O problema é que o dinheiro a tudo corrompe. E, com isso, vemos trabalhos artísticos de pessoas vivas sendo utilizados, sem permissão, para compor a criação dos mais diversos tipos de obras de arte que, mesmo desprovidas de alma, ainda se passam por algo realizável. Não nos enganemos, a IA aprende e, com o tempo, ficará mais e mais difícil distinguirmos o que foi criado por ela. E isso é muito ruim. Não sou contra saltos tecnológicos, nem vilanizo a intelig...
Todos os personagens do seu livro são brancos, independendo o período histórico e localização? Há poucas mulheres na sua história e as que existem vivem em função dos homens que as cercam? O máximo de pessoas com alguma necessidade especial são mendigos ou seres quase tão assexuados quanto anjos? E, falando em sexualidade, sua história não lida com as diversas facetas possíveis? Sua história pode ter um problema: falta de diversidade. Antes de mais nada, quero deixar claro que eu não acho que uma história precise tratar de todos os temas de diversidade possíveis e imagináveis, ou vamos ter muito personagem para pouca história. No entanto, acho que diversidade é sempre algo positivo, pois enriquece nossos escritos e lhes dão um colorido diferente. Afinal, foi-se o tempo (se é que um dia ele existiu) em que o mundo era masculino, branco, heterossexual, de estatura um pouco mais alta do que a média, não portador de necessidades especiais, com inteligência de bom tamanho, bom vigor fí...