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Um conto diferente.

Olá, pessoal!
Trazendo o meu post semanal, com mais um conto (ou texto curto, como queiram), que espero que gostem.
Esta semana aconteceu uma coisa muito desagradável, pois meu notebook foi roubado e alguns dos textos que escrevi durante a minha vida estavam nele. Perda total? Mais ou menos, já que eu tenho um salvador pendrive que me acompanha aonde vou. E, como gosto muito de papel, alguns dos textos que não foram salvos em pendrive estão impressos e, assim que passar a preguiça (e o notebook novo chegar) digito tudo de novo e faço trocentos backups. Aliás, acho até que talvez eu tenha alguns dos textos em um CD-ROM em que fiz uns backups há uns anos. Torçam por mim e façam figa!
Bem, voltando ao texto, pois ninguém está aqui por conta dos meus belos olhos azuis (até porque eu não tenho olhos azuis  :-P), este texto é um texto sobre o qual não posso falar muito, pois tem um fato curioso. Tem quem releia o texto pra tirar certas dúvidas.
Enfim, espero que gostem. Com vocês: Amor Feminino.



Amor Feminino
Bruno Leandro



Doce noite aquela. Doce e bela. Com quanta felicidade me recordo daqueles breves momentos. Breves, porém lindos.
            Eu estava nos piores momentos de minha vida: desemprego, separação, filhos doentes... Parecia que o mundo havia se voltado contra mim. Já estava quase me desesperando, quando aquela mão se fez amiga.
           Seu nome era Regina, dona de um estabelecimento onde fui à busca de emprego. Na verdade, a vaga já havia sido preenchida, mas, vendo minha necessidade, Regina aceitou contratar a mim também.
Foi um pouco difícil no início. Os clientes exigiam demais e pediam coisas que pareciam impossíveis de se realizar. Regina, no entanto, teve paciência e me ensinou tudo o que eu deveria saber.
Entre nós, com o tempo foi crescendo um sentimento tão forte, mas tão proibido. Que me contive para tentar não desejá-la mais que como minha amiga... Mas tudo foi em vão, pois ela também me queria da mesma maneira e com a mesma intensidade. Então aconteceu.
Não nos contivemos mais e nós trancamos em um quarto. Então tiramos nossas roupas e começamos a nos amar...
Nos tocamos como só duas mulheres sabem, nos unimos como só duas amantes conseguem... Nossos seios se tocavam, nossos corpos se roçavam...
Então veio o prazer. Tão bom e intenso, em um momento curto, porém eterno. Logo depois veio a culpa, o medo do errado, e deixei aquele local, mesmo que muito triste, para nunca mais vê-la novamente.
Hoje estou de novo casada e minha vida está melhor. Mesmo assim é difícil esquecê-la, já que foi ela quem conseguiu reacender a chama extinguida em mim. Embora Regina continue com seu bordel e talvez tenha outras noites como aquela, mas com outras garotas, sempre estará em meu coração, pois foi meu primeiro e único amor feminino.


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