Pular para o conteúdo principal

Escrever...

A Magia da Escrita
Bruno Leandro

Sempre que escreve, um escritor precisa se preocupar com o que ele está escrevendo, seu público e qual é o principal objetivo do texto que está sendo produzido. Na verdade, escrever nunca é uma atividade solitária, uma vez que o autor está sempre escrevendo para alguém, mesmo que esse alguém seja ele mesmo.
Um escritor é uma pessoa na multidão que está escrevendo para essa multidão. Quem são eles? Do que eles gostam? Como eles se parecem? Tudo isso deve ser levado em consideração quando se produz um texto. Com as respostas para estas perguntas o escritor será capaz de produzir uma obra-prima se este for seu objetivo. É claro que o escritor pode ignorar tudo isso e simplesmente escrever o que ele quer e lidar com as consequências. Muitas vezes tal atitude irá levá-lo ao fracasso. A verdade é que, como escritores, temos um público a agradar. Precisamos defini-lo, mas ele já existe, basta-nos descobri-lo.
Por outro lado, um escritor que conhece sua audiência terá uma maior probabilidade de sucesso, já que saberá melhor o que é esperado dele.
Não apenas o público, mas o gênero também precisa ser respeitado. Se alguém escreve um romance como se fosse um conto, essa pessoa não levará em consideração as diferenças entre os dois gêneros e cometerá um grande erro, pois ambos têm suas próprias particularidades e precisam ser escritos de maneiras completamente diferentes. E o mesmo pode acontecer caso uma pessoa escreva uma notícia de jornal escrevendo do mesmo jeito que fala. Isso não faria sentido algum. Aliás, poderíamos citar muitos outros exemplos, mas vamos ficar só nestes dois.
No fim das contas, escrever não é nunca uma atividade solitária, pois o escritor precisa sempre se preocupar com o público para quem ele está escrevendo e o gênero em que ele está escrevendo. Crônica ou comentário? Ficção ou Fantasia? Biografia ou História? Faz diferença? Toda a diferença do mundo. Tudo isso precisa ser levando em consideração, pois assim o texto irá funcionar da melhor maneira possível e alcançar os seus objetivos. E é isso que dá graça ao texto, é essa sensação mágica que faz com que tudo valha à pena. No final, é isso o que faz a magia da escrita.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Como melhorar na escrita?

(You should work, work, work, work, work.) Escrever sobre escrever, por mais que pareça bobo, é algo que me anima. E digo isso pelo simples fato de que eu relaxo ao poder colocar minhas dúvidas e anseios fora da minha própria mente. Este espaço não se pretende nada mais do que um lugar de questionamentos e desabafos, sem respostas prontas e sem obrigatoriedade de respostas ao final da postagem. E, por conta disso, o assunto que eu quero abordar hoje é como melhorar na escrita. Escrever é algo difícil, mesmo para quem tem rompantes criativos, um português impecável e nasceu com um tablet na mão. Apesar de ser criativo e ter um nível muito bom de português, estou longe de ser perfeito e podem ter certeza de que não nasci com nenhum aplicativo de escrita a meu alcance. Sou da época (na minha época…) em que a internet estava começando. Eu posso, inclusive, dizer que cresci junto com ela, que nos desenvolvemos juntos e fomos aprendendo a lidar um com o outro. A tecnologia também evol...

O Artesão das Imagens e Palavras

Hoje resolvi ambientar minha história em um mundo de fantasia que ainda irei criar. Como assim? Bem, este texto é sobre um ser que criei há algum tempo e que dá título ao conto de hoje. Aliás, é errado dizer que escrevi um conto, o que fiz foi apresentar este personagem e pedir a ele que falasse brevemente sobre sua história. Então, em vez de "conto", vamos dizer que meu personagem escreveu uma espécie de mini-autobiografia. Um pequena observação: esta não é a primeira aparição do personagem no blog, ele pode ser visto aqui e a cidade de Leandor também já existe, mas não um mundo onde eu possa colocá-la, ainda. Quem sabe eu a coloque em algum mundo já criado? Bom, ainda vou decidir isso. Questão de tempo. Por enquanto, fiquem com a biografia de: O Artesão das Imagens e Palavras. Bruno Leandro Não me tornei o Artesão das Imagens e Palavras à toa. Eu o fiz porque tinha um sonho. E um dom. Eu o fiz porque tive quem acreditasse em meu sonho. E em meu dom. Nasc...

Catadora de Latinhas

A história de hoje é parte real, parte inventada, parte devaneio. É real, porque já cansei de ver catadores de lata, papelão, lixo, etc. por aí. Também é real porque parte dela aconteceu com um amigo, mas o catador era homem. É inventada porque eu nunca passei pela situação que escrevi, mas por coisas parecidas. É devaneio porque tais situações me fazem pensar sobre muitas coisas. Espero que gostem da história e que ela também os faça refletir. A Moça das Latinhas Bruno Leandro Ipanema, fim de tarde, já quase noite. Os belos corpos já se levantaram da areia e os poucos que ainda restam, já não tão belos, admiram o mar. Cena de cinema. Mas algo destoa de tão linda cena: uma moça, já senhora, que vejo recolher latinhas na orla. Ela está aqui, ali, lá e acolá, passa e vem de um lugar ao outro, recolhendo o alumínio que os outros descartam. Não olho muito, pois nada tenho a ver com sua vida. Logo me aborreço de ficar parado e ando, sem rumo e sem destino. De repente, uma voz me para. ...