Pular para o conteúdo principal

Resumo de duas semanas - parte 1


Olá pessoal!

Vocês devem ter notado (ou não) que eu não tenho postado com frequência aqui no meu blog. Eu tenho duas explicações para isso, mas a mais recente é a seguinte: eu passei duas semanas fora do ar, indo a congressos e seminários. Não serve de desculpas, mas eu não consegui me concentrar em muitas outras coisas (como escrever, por exemplo), já que estava totalmente focado nas atividades em que eu estava participando. E posso dizer que valeram muito a pena, essas duas semanas e contribuíram muito para o meu crescimento profissional e, claro, o pessoal, também. O que eu estive fazendo? Bem...

Braz-Tesol

Na primeira semana eu permaneci aqui no Rio de Janeiro, mesmo. Fui a uma convenção de professores e instrutores de inglês, chamada Braz-Tesol, que acontece a cada dois anos em alguma parte do país. Neste ano, eu dei sorte e acabou acontecendo aqui na minha cidade, na Faculdade CCAA. Isso foi ótimo para mim, pois diminuiu bastante os custos que eu teria. Não tive que me preocupar com muita coisa além da inscrição e transporte. Teve a alimentação, claro, pois a convenção durava o dia inteiro e foram quatro longos dias, o dia inteiro, das 8h às 18h. Sinceramente, eu saía exausto ao fim de cada dia. Mas, verdade seja dita, aprendi muitas coisas interessantes e práticas, que posso usar com os meus alunos em sala de aula para tornar o ensino de línguas uma coisa mais efetiva e atraente. Havia gente de todos os cantos do mundo e eu me senti muito gratificado com a experiência, que espero repetir na próxima convenção, seja ela em que parte do país for.

A Faculdade CCAA tem uma localização boa, ficando no bairro Riachuelo, quase perto de minha casa, o que foi ótimo, pois era tranquila a minha movimentação até ela. Os mais de oito andares do prédio estavam quase todos ocupados com oficinas, palestras, exibição de patrocinadores e de algumas lojas e livrarias específicas para materiais relacionados ao ensino e aprendizagem de línguas. Parte dos eventos aconteciam em uma tenda que fora montada no estacionamento. Fiquei maravilhado com a estrutura da convenção.

Participei de oficinas sobre o uso de séries, vídeos, música, jogos de RPG, literatura... enfim, uma gama enorme de maneiras de tornar a língua, e o ensino de línguas, mais atraente. Como sou marinheiro de primeira viagem, não sei se escolhi as melhores oficinas e palestras para um iniciante, mas não tenho certeza de que exista realmente o “certo” e o “errado” quando se trata de tais opções. O importante é que eu vi muitas coisas das quais não tinha noção. E aprendi. E, como todos sabem, conhecimento nunca é demais.

Ganhei muitos materiais que pretendo utilizar no futuro, entre eles alguns livros destinados ao ensino de línguas para os estudantes do ensino fundamental. Acho que posso aproveitar vários exercícios dos livros que ganhei, embora eu deva dizer que ainda não tive tempo e/ou oportunidade de estudar o que recebi com calma, pois tudo é ainda muito recente. Comprei também um livro, que explica com humor alguns erros e confusões que não nativos podem cometer quando usam a língua ou quando tentam ouvi-la.

Esta primeira semana foi bastante proveitosa, quanto à segunda... bem, falarei dela melhor na segunda parte do post, pois ele acabou ficando muito maior do que eu planejava.

Amanhã tem mais, pessoal. Não sejam tímidos e voltem para a segunda parte do post!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O Artesão das Imagens e Palavras

Hoje resolvi ambientar minha história em um mundo de fantasia que ainda irei criar. Como assim? Bem, este texto é sobre um ser que criei há algum tempo e que dá título ao conto de hoje. Aliás, é errado dizer que escrevi um conto, o que fiz foi apresentar este personagem e pedir a ele que falasse brevemente sobre sua história. Então, em vez de "conto", vamos dizer que meu personagem escreveu uma espécie de mini-autobiografia. Um pequena observação: esta não é a primeira aparição do personagem no blog, ele pode ser visto aqui e a cidade de Leandor também já existe, mas não um mundo onde eu possa colocá-la, ainda. Quem sabe eu a coloque em algum mundo já criado? Bom, ainda vou decidir isso. Questão de tempo. Por enquanto, fiquem com a biografia de: O Artesão das Imagens e Palavras. Bruno Leandro Não me tornei o Artesão das Imagens e Palavras à toa. Eu o fiz porque tinha um sonho. E um dom. Eu o fiz porque tive quem acreditasse em meu sonho. E em meu dom. Nasc...

Este texto não foi escrito por IA

Meus dois dedos de prosa sobre o pesadelo do fim do mundo dos últimos tempos De uns tempos para cá, a IA tomou conta de tudo. É possível vermos desenhos, vídeos, “fotografias” e, até mesmo, textos e músicas feitos com tais “recursos”. As aspas se aplicam, pois estão deixando de ser recursos e substituindo, ainda que mal e porcamente, o trabalho humano. Sei que a IA soa como inimiga natural nos últimos tempos, bem mais do que uma simples Skynet do pavoroso futuro do tal Exterminador, mas ela não deveria ser vista dessa forma. O problema é que o dinheiro a tudo corrompe. E, com isso, vemos trabalhos artísticos de pessoas vivas sendo utilizados, sem permissão, para compor a criação dos mais diversos tipos de obras de arte que, mesmo desprovidas de alma, ainda se passam por algo realizável. Não nos enganemos, a IA aprende e, com o tempo, ficará mais e mais difícil distinguirmos o que foi criado por ela. E isso é muito ruim. Não sou contra saltos tecnológicos, nem vilanizo a intelig...

O exotismo da raça

Ou por que os negros não são vistos como belos, apenas atraentes, quando muito Acredito que cada assunto que eu levante aqui tenha a ver com escrita. Claro, é antes uma maneira de posicionamento no mundo, mas também uma forma de analisá-lo na hora de produzir histórias. Os pensamentos aqui não são aleatórios ou descartáveis, mas uma maneira de produzir conteúdo que será usado para pensar em histórias futuras. Justificativa dada, vamos ao assunto de hoje: Qual imagem vem à sua cabeça quando se fala em uma mulher bonita? Provavelmente será uma mulher branca, talvez loira ou ruiva, olhos claros, magra e feminina. E um homem bonito? Acredito que branco, loiro ou moreno, olhos penetrantes e jeito másculo. Não se preocupe em negar ou justificar. É possível que você não tenha esse padrão de beleza para si e, caso o tenha, isso não é exatamente um problema seu, mas da sociedade. Afinal, a sociedade nos ensina a olhar apenas um tipo de beleza como padrão. O que não se encaixa é ...