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Bloqueio Criativo


Alguém aí já passou por uma terrível fase de bloqueio criativo? Eu estou passando por uma dessas agora.

Sabe quando você fica sem idéias, não sabe o que escrever e cada frase sua termina sem sentido? Isso quando você consegue escrever uma frase? Pois é, eu já passei por isso, mas não é o meu caso no momento. Eu já fiquei sem idéias, sem saber o que escrever ou sobre o que escrever. Eu já fiquei com um branco enorme na mente que não me deixava fazer nada de útil. Acreditem, não foi nada legal. Mas, como eu já disse, meu caso atual não é esse.

Já aconteceu com vocês de entrarem em uma fase de excelentes idéias, maravilhosas idéias que com certeza vão ter muitos efeitos legais, que vão fazer seus livros ou textos bombarem ou que são simplesmente geniais? Então, eu estou passando exatamente por isso. Mas, como é que isso pode ser considerado bloqueio criativo, Bruno? – sei que vai ter muita gente se perguntando isso, mas prometo que faz sentido. O que acontece é que estou em uma fase que eu chamo de “febre criativa”, ou excesso de idéias. Sim, eu estou tendo muitas idéias boas, mas elas estão subindo umas nas outras, lutando por espaço na minha cabeça e criando uma confusão que não me deixa criar.


Semana passada, mesmo, enquanto estava tomando banho e tive a idéia de escrever sobre este tipo estranho de bloqueio, tive idéias para outros três textos diferentes, sendo dois contos e o último o texto “Resumo de duas semanas”, que publiquei aqui no blog em duas partes porque ficou grande demais para caber em um dia só. Os outros textos ainda estão em produção, mas devem ficar prontos logo, se eu não tiver novas idéias. Entenderam o meu problema? São tantas idéias vindo ao mesmo tempo, que eu não sei qual trabalhar em seguida. Parece bom, parece divertido, mas, acreditem, não é mesmo.

Eu estou com mais de trinta textos iniciados e não terminados, além do livro que estou escrevendo, parados porque eu tenho um insight aqui, uma epifania ali, um fluxo criativo acolá... e, de um em outro, eu não estou conseguindo me concentrar em uma coisa de cada vez. O livro, mesmo, que eu deveria já ter terminado, está sofrendo com vários acréscimos, que eu creio que sejam positivos, mas que estão me impedindo de terminar a história. Quer dizer, é claro que eu quero que meu livro seja o melhor possível, mas ele não será nada se não for terminado, não é mesmo?

O mais engraçado de tudo é que esse “bloqueio” que eu estou tendo não é uma fase. Eu tenho essa “febre criativa” desde sempre, mas sob certo controle. Minha mãe chegava a ficar louca de tantas histórias em quadrinhos que eu produzia ao mesmo tempo quando era criança (e adolescente). Minha casa vivia tão cheia de papel que ela ficava doida. Não estou dizendo que isso mudou muito, mas agora ela se conformou e, de qualquer forma, a maioria das minhas produções tendo sido na tela dos computadores, o que tem diminuído um pouco a ansiedade dela, rs.

Eu não sei se escrever sobre o meu bloqueio vai me ajudar ou não a aliviar a situação, mas espero que sim. Caso isso não aconteça, pelo menos compartilhei algo de mim com vocês e, em conseqüência, alimentei o blog.

É isso, meu povo. Espero que vocês tenham gostado do que escrevi e que este meu bloqueio passe logo, pois não quero passar a vida inteira escrevendo um livro só. Torçam por mim!

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