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Postagens

Tire suas mãos sujas da minha História!

(Com H maiúsculo!)  Tenho lido ultimamente muitos blogs e sites que falam sobre diversidade. Aliás, estou achando cada pérola mais brilhante do que a outra. São sites ótimos, que falam sobre a diversidade em histórias que se passam nos dias atuais e alguns também tratam da diversidade em histórias ficcionais do passado, como a Idade Média, Era Vitoriana, etc. (a maioria dos sites é em inglês ou fala sobre literatura estrangeira). Porém, uma coisa que me incomoda em alguns desses sites são os comentários. Eventualmente, alguém surge e diz: “mas não havia negros na Europa nessa época”, “o mundo está muito chato com esse politicamente correto”, “guerreiros da justiça social (social justice warriors)”, blábláblá. O que essas pessoas querem dizer é: Tire suas mãos sujas da minha História. No entanto, será que essas pessoas conhecem mesmo a História? E digo mais, será que essas pessoas estão mesmo interessadas em fidelidade histórica, ou apenas no que elas entendem por iss...

Fantasia Urbana x Fantasia Medieval. Qual a mais fácil de escrever?

Bem, aqui estou eu para um segundo post. Acho que gostei da liberdade para compartilhar minhas dúvidas como escritor. E a de hoje é uma dúvida com uma pegadinha, de certa forma. É mais fácil escrever fantasia urbana ou medieval? Primeiro, preciso dizer que cresci lendo a fantasia mais medieval e tenho pouco contato com a versão urbana, então ainda estou tentando entender esta última. As regras parecem mais simples, e ao mesmo tempo, mais complexas. Se, ao contrário da medieval, você não precisa necessariamente criar um mundo à parte (embora possa) na fantasia urbana, por outro, parece que ela te convida a explicar mais a magia, a criar sistemas complexos e a explicar, quase que cientificamente, como as coisas funcionam. No entanto, a fantasia medieval costuma exigir um melhor detalhamento do mundo e dos seres que o habitam. Não é possível jogar um personagem em uma zona desconhecida sem explicar um pouco que seja daquele lugar. Afinal, por mais que já estejamos acostumados a vermo...

Conflitos de um artista iniciante

Sim, a mão é minha mesmo. Sim, eu sou um artista, embora “iniciante” seja mais para dar um charme. Já escrevo há muito anos e, embora não tenha muitas publicações em meu nome sei que vou chegar lá. Em todo caso, eu estou pensando demais e conflitando de menos. Vamos aos meus conflitos: Eu estou escrevendo um livro (estou com uns projetos…). É um livro de fantasia, o qual me divirto muito escrevendo, apesar do trabalho que dá. Aliás, talvez por conta do trabalho. Criar um mundo de fantasia é, com o perdão do trocadilho, algo mágico. E não é nada fácil. Eu comecei a criar meu mundo anos atrás. Até hoje eu acredito que não esteja completo, pois ele é um híbrido entre fantasia clássica (magia, monstros, etc.) e um mundo inventado dentro do cérebro do narrador da história (Alice, você por aqui?). O problema até aqui? Amalgamar tudo sem que fique ridículo (será que eu deveria usar essa palavra? Ridículo parece algo que um artista não deveria usar… — até parece!). Como assim, ridícul...

Recadinho rápido

O blog está em um hiato enorme, não é mesmo? Culpa da faculdade, que me fez ter que me dedicar a ela quase que integralmente. Eu não deixei de escrever, mas foram mais trabalhos para concursos e afins. E não tantos quanto eu gostaria, já que a minha faculdade de letras em inglês exigia dedicação quase que integral. Mas agora eu terminei a faculdade. (Êêêê..!) E o que muda com isso? Para dizer a verdade, não muita coisa, pois comecei outra faculdade. Porém, eu vou me dedicar menos a essa, fazendo menos disciplinas, já que também é de letras, mas em alemão. Por ser de letras, tive como cortar muitas disciplinas e posso seguir tranquilo pela vida. Mudando um pouco o foco, isso significa que, em algum momento no futuro eu voltarei a postar mais conteúdo neste blog. No atual momento, estou me dedicando a revisar meu livro, expandir o universo em que ele se encontra e fazer os planejamentos necessários. Apesar disso, eu não abandonei totalmente a escrita e quem quiser acompanhar meus pensa...

Enganos

Já tentaram me fazer de santo, mas eu não sabia rezar a cartilha que mandavam. Já me fizeram pecador, mas eu não conseguia sequer furtar pensamentos alheios, quanto mais confessar crimes que não cometera para uma falsa graça. Já me disseram idiota e lhes dei razão, por me reconhecerem um igual. Já me exaltaram salvador, mas fui covarde e fugi do martírio antes que o primeiro prego fosse batido na tampa de meu suposto caixão. Já me deram por morto, mas eu, vivo, me fingi de tolo e desapareci pelo mundo afora. Já me anunciaram medroso, apenas por não ter matado aquele que me tiraria a vida sem pensar e por ter concedido o perdão aos que me lincharam moralmente enquanto vomitavam suas torpezas como se minhas fossem. Já me disseram mulher, sem que eu fosse homem. Já me disseram menino, quando ainda era velho. Já me acusaram outro, enquanto não passava do mesmo de sempre. Já me fizeram acreditar em mim e duvidar da crença dos outros nas minhas capacidades. Já me fizeram duvidar qu...

Volta ao lar

Ia andando, caminhando sem um rumo, desesperado por um recomeço. Sua vida, antes tão cheia de alegrias, se apagara em tristeza. Seus traços, marcantes, eram agora nada, como se seu destino se  tornasse incerto por sua fuga. Percebia a atração irresistível e sabia que o inevitável acontecia. De mansinho, sem pretensões, sem saber quanto tempo iria durar, foi se aproximando mais uma vez daquele lugar que, mais do que tristezas, havia lhe dado muitas alegrias. Atravessou o umbral, tirou o fardo dos ombros e deixou o peso das incertezas para trás. Sabia, em seu íntimo, que seria recebido com alegria uma vez mais. O pródigo completava sua volta ao lar. É isso aí, pessoal!  Depois de tanto tempo sem postar, deixando o blog às moscas e às teias de aranha, resolvi voltar antes que o monstro da inércia terminasse sua digestão e me fizesse vítima de seus caprichos. Sim, aqui estou e, embora não vá postar com muita regularidade, volto mais uma vez a este espaço. Espero...

O menino feio

Pedrinho Feio  Bruno Leandro  Pedro era um garoto introvertido, não muito desenvolvido para a sua idade e sem habilidades atléticas. Preferia as matérias de raciocínio e lógica aos exercícios de educação física e não se enturmava com facilidade. Para uns outros, Pedro era um esquisito, um estranho. E feio. Não demorou muito para que  garoto ganhasse um apelido maldoso na escola, chamado pelos colegas de “Pedrinho Feio”. Era humilhado todos os dias com esse apelido e, se fizesse algo errado, já diziam: “Tinha que ser o Pedrinho Feio”. Se fizesse algo certo, ninguém prestava atenção ou, por despeito, diziam que fora resultado de sorte. Pedro vivia em um mundo onde os colegas de escola não eram estranhos, pois se vestiam iguais, todos com as mesmas roupas da moda, quando fora do colégio, e todas as meninas eram loiras ou morenas com o cabelo alisado e pesada maquiagem que as tornava perfeitas. Ele não era popular, pois a popularidade dependia de uma visão ...