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Mostrando postagens de junho, 2011

Catadora de Latinhas

A história de hoje é parte real, parte inventada, parte devaneio. É real, porque já cansei de ver catadores de lata, papelão, lixo, etc. por aí. Também é real porque parte dela aconteceu com um amigo, mas o catador era homem. É inventada porque eu nunca passei pela situação que escrevi, mas por coisas parecidas. É devaneio porque tais situações me fazem pensar sobre muitas coisas. Espero que gostem da história e que ela também os faça refletir. A Moça das Latinhas Bruno Leandro Ipanema, fim de tarde, já quase noite. Os belos corpos já se levantaram da areia e os poucos que ainda restam, já não tão belos, admiram o mar. Cena de cinema. Mas algo destoa de tão linda cena: uma moça, já senhora, que vejo recolher latinhas na orla. Ela está aqui, ali, lá e acolá, passa e vem de um lugar ao outro, recolhendo o alumínio que os outros descartam. Não olho muito, pois nada tenho a ver com sua vida. Logo me aborreço de ficar parado e ando, sem rumo e sem destino. De repente, uma voz me para. ...

Se você não vê, não existe?

Olá, pessoas! Hoje vou falar sobre homens invisíveis. Vocês já viram algum? Eu, já. Vários, aliás. Como eu fiz isso? Descubram a seguir. PS: Este texto foi publicado na primeira edição do jornal do Instituto de Letras da UERJ: o "Jornal Sujo" durante o mês de maio. Primeiro passo na dominação mundial. Os Homens Invisíveis Bruno Leandro Estava eu dia desses passando pelas ruas do Rio de Janeiro, quando encontrei um homem invisível. Estava lá, na minha frente, eu juro! Daí, vocês vêm e me perguntam: mas como, de que maneira, você conseguiu ver um homem invisível? Se é invisível, não dá para ver, não é mesmo? Mas eu explico: Quantos de nós já vimos os homens que colocam e tiram os cartazes dos “outdoors”? E os letreiros dos teatros e cinemas de bairro? (Sim, eu sei que quase não existem mais cinemas de bairro, mas ainda estão por aí.) Ou, quem sabe, os montadores de vitrines? São essas as pessoas invisíveis de quem falo. Pessoas que fazem um trabalho importante, que não s...

A Revolução das Palavras

E se o mundo ficasse sem livros? E se todos os textos fossem destruídos? E se as palavras perdessem seu sabor? E se um homem resolvesse destruir todo o conhecimento de todas as civilizações de todos os tempos? Não quero nem pensar no que aconteceria. Porém, mesmo não querendo, acabei imaginando esta terrível distopia. Devo dizer que o resultado foi surpreendente. Aos que possam se sentir ofendidos com o que que escrevi, ou seja, "os senhores das letras", este texto não foi escrito para vocês. Aos que têm o potencial da grandeza: este texto foi feito para vocês. Saindo do personagem, eu gostaria de dizer que este texto fecha o ciclo de contos e textos sobre palavras. É um texto recente, sobre a capacidade das ideias e palavras. É um texto, também, que homenageia indiretamente Platão e seu mundo das ideias, além da história do Mito da Caverna. Espero que gostem. Sintam-se à vontade para comentar. Abraços, Bruno Leandro (o humilde autor e criador deste blog) A Rebelião...

Feliz Dia dos Namorados!

Àqueles que amam, um feliz dia! Àqueles que ainda não amam, um feliz dia! Àqueles que já amaram... bem, vocês me entenderam, não é mesmo? Este texto é uma quebra de protocolo, eu sei, mas não resisti a postá-lo, já que o escrevi durante a semana que passou, sem saber o porquê. Acho que agora entendi, foi para dar um presente de dia de namorados para todos nós. Sim, é piegas, mas é bonitinho, confessem! O texto é longo, não vou enganar, mas acho que ficou gostoso de ler. Leiam e me digam o que acharam, ok? Feliz Dia dos Namorados, novamente! Amelie Bruno Leandro O que posso dizer de Amelie? A mais bela francesa que já vi em minha vida? Que ela era dona de um sorriso fantástico capaz de melhorar meu dia imediatamente? Que nosso amor era tão leve quanto o ar e tão profundo quando o centro da Terra? Que não poderia viver sem ela e que minha vida perdia sentindo com sua ausência? Sim, eu poderia dizer isso tudo e até mais, pois Amelie não era menos do que a razão de minha existência. Sim...

Saindo do assunto do Blog novamente...

Saindo do assunto do blog de novo, eu estava navegando na internet hoje, quando assisti a este vídeo motivacional. É muito emocionante e nos mostra que realmente nada é impossível:

Sei que vou ser tachado de louco, mas...

Olá, pessoal! Esta semana estou trazendo um texto sobre livros e como eu adoro destruí-los. Mas, acalmem-se, por favor! Nada de chegar perto de mim com tochas, porque o papel é inflamável, ok? Sinto que exagerei ao falar em "destruir", então vou recomeçar: O que quero dizer é que adoro mexer nos livros, de tal forma que, de tanto que mexo, que leio, releio, eles vão se desgastando e ficam maravilhosamente acabados. Ai, ai... Você aí de trás, será que dá pra abaixar o forcado? E não, não podem acender nem uma vela, ou já esqueceram que eu falei que o papel era inflamável? Ô gente mais atrasada, viu? Em pleno século 21! Em vez de usarem lanternas... Livros Bruno Leandro Quando ganho um novo livro, fico logo doido para vê-lo cheio de marcas de dedos e algumas pequenas orelhas. Não sou doido, por isso me explico: De que adianta um livro na estante, conservado em plástico e espanado periodicamente de sua poeira? Para que uma peça imóvel, que nunca tenha sido lida e que se vai...

Poesia de Quinta

Olá, pessoal! Bem, como vocês podem notar, esta postagem é diferente das demais. E por que isso? Bem, eu resolvi colocar, vez por outra, mas sem compromisso, uma poesia, um poema, ou coisa parecida com isso que eu tenha feito aqui no blog. Como eu não produzo muita poesia, e produzo menos do que contos, então eu vou colocar a qualquer momento. No entanto, eu vou deixar esses momentos serem às quintas-feiras, pois vai combinar com o nome sugestivo desta nova seção: "Poesia de Quinta". Irônico? Talvez. Ou, quem sabe, como poeta eu seja um ótimo contista... Poetas de plantão, aproveitem e deem suas opiniões. PS: O blogger não me deixa alinhar muito bem o post, então, infelizmente, vamos ter que nos contentar com o arranjo que eu consigo fazer às vezes. Teu mundo Bruno Leandro Todos conversando                               ...

Até onde vai a criatividade?

Seguindo os posts temáticos, nesta semana estou devaneando um pouco sobre o texto. Este texto que escrevi é sobre um homem que cria um texto e, sem saber dá origem a uma espécie de movimento de adoração. Mas, será que é tudo de propósito? Será que ele planejou para que tudo fosse daquele jeito mesmo? Que tal descobrirmos?   O Texto Bruno Leandro                           Um homem cria um texto. Cria-o por diversão, sem pretensões. Depois, pede a seus amigos que leiam.             – Coisa de gênio! – falam uns.             – Maravilhoso! – dizem outros.             – Por que você não mostra isso a uma editora? – completam mais alguns.          ...