Pular para o conteúdo principal

Nem sempre tudo é paz e amor...

Sim, eu às vezes fico muito irritado. acho que o barulho, a falta de respeito, a televisão, a falta de noção das pessoas... Tudo isso e mais um pouco me deixa irritado demais. E com vocês?


Irritação
Bruno Leandro

Irritação. Não tem outro nome para definir o sentimento. Barulho, falatório, desconcentração... Você decide. Nossa,  é tão chato, às vezes! Não ser capaz de pensar, raciocinar, virar um ser puramente emocional. E a emoção é essa: irritação!
Imagine-se um pai de família, um filho, uma mãe, uma tia... Enfim, imagine-se como você mesmo ou você mesma. Agora, imagine que você não tem privacidade. Horrível, não? Imagine, agora, que você não tem paz ou sossego. Imagine barulho, muito barulho. Imagine muitas pessoas falando à sua volta, zumbindo como moscas de padaria, ou como abelhas, lá, bem lá dentro do seu cerebelo. Aliás, não precisa ir tão longe, é só passar por dentro do ouvido, seja o esquerdo ou o direito, virar na curva do labirinto e pronto! Desgraça total! Juro que queria raciocinar melhor, mas o barulho, a confusão, nada me deixa em paz.
É estranho, isso, de pensar que outras pessoas, em outros lugares, conseguem trabalhar em paz, sem perturbações da menor natureza. Não sei se isso é possível para mim. Na verdade, nem sequer sei se eu conseguiria trabalhar na mais completa paz e silêncio. Afinal, estou tão acostumado ao barulho, à confusão, que acho que eles fazem parte do meu processo criativo. Curioso? Estranho? É, eu também acho... E a televisão, então? Ah, essa terrível inimiga das mentes criativas! Um barulho que entra e sai, as inutilidades de programas que esvaziam o cérebro e desvirtuam os costumes...
Detesto televisão. Minto, não detesto. Acho que televisão é legal, mas, assim como a internet, tem que ser usada com parcimônia, com limites, principalmente de volume. Último volume perto da meia-noite? É mesmo sério, isso? E pra dormir, como se faz?
Sono? Sinto sono mais demoro cerca de uma hora me remexendo na cama. Por quê? Porque a televisão, os gritos, os vizinhos, as pessoas, os seres (in)/h/umanos. Cachorros, gatos, periquitos e papagaios também atrapalham. Mas eles são até inocentes. O que eu acabo não suportando são os humanos, sempre reclamando, sempre acusando uns aos outros, sempre dizendo que não quando é o sim e o contrário quando é o certo. E, quando é com eles, quando é a vez deles, o que fazem? Agem da mesma forma. Quanto egoísmo!
É, estou muito irritado. O pior de tudo é que não sei nem bem por que...

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O Artesão das Imagens e Palavras

Hoje resolvi ambientar minha história em um mundo de fantasia que ainda irei criar. Como assim? Bem, este texto é sobre um ser que criei há algum tempo e que dá título ao conto de hoje. Aliás, é errado dizer que escrevi um conto, o que fiz foi apresentar este personagem e pedir a ele que falasse brevemente sobre sua história. Então, em vez de "conto", vamos dizer que meu personagem escreveu uma espécie de mini-autobiografia. Um pequena observação: esta não é a primeira aparição do personagem no blog, ele pode ser visto aqui e a cidade de Leandor também já existe, mas não um mundo onde eu possa colocá-la, ainda. Quem sabe eu a coloque em algum mundo já criado? Bom, ainda vou decidir isso. Questão de tempo. Por enquanto, fiquem com a biografia de: O Artesão das Imagens e Palavras. Bruno Leandro Não me tornei o Artesão das Imagens e Palavras à toa. Eu o fiz porque tinha um sonho. E um dom. Eu o fiz porque tive quem acreditasse em meu sonho. E em meu dom. Nasc...

Catadora de Latinhas

A história de hoje é parte real, parte inventada, parte devaneio. É real, porque já cansei de ver catadores de lata, papelão, lixo, etc. por aí. Também é real porque parte dela aconteceu com um amigo, mas o catador era homem. É inventada porque eu nunca passei pela situação que escrevi, mas por coisas parecidas. É devaneio porque tais situações me fazem pensar sobre muitas coisas. Espero que gostem da história e que ela também os faça refletir. A Moça das Latinhas Bruno Leandro Ipanema, fim de tarde, já quase noite. Os belos corpos já se levantaram da areia e os poucos que ainda restam, já não tão belos, admiram o mar. Cena de cinema. Mas algo destoa de tão linda cena: uma moça, já senhora, que vejo recolher latinhas na orla. Ela está aqui, ali, lá e acolá, passa e vem de um lugar ao outro, recolhendo o alumínio que os outros descartam. Não olho muito, pois nada tenho a ver com sua vida. Logo me aborreço de ficar parado e ando, sem rumo e sem destino. De repente, uma voz me para. ...

O Assassinato do Português

Juro que não sou purista, mas tem horas em que dá vontade de ser...  O Assassinato do Português. Bruno Leandro Não, esta não é mais uma piada de português. Aliás, nem uma notícia jornalística nem nada do tipo. Este é mais um dos meus textos-comentários sobre coisas que me deixam pasmo. Ultimamente eu tenho percebido nas redes sociais uma crescente utilização de erros absurdos de português na rede. Aliás, antes de entrar nesse assunto, quero dizer que não sou purista da língua, não acho que o único português que vale a pena é o da “norma culta” (chamada de padrão, pelos linguistas) e não sou do tipo que enfia o dedo na cara dos outros apontando os erros que eles comentem. Errar é humano e eu erro muito, assim como qualquer pessoa que escreva em um computador com correção ortográfica. No entanto, eu me policio, evitando meus erros e tentando melhorar. E não tem sido isso que tenho visto na internet nos últimos tempos. Erros são muito comuns, até demais. Na inter...