terça-feira, 30 de agosto de 2016

Como melhorar na escrita?

(You should work, work, work, work, work.)

Escrever sobre escrever, por mais que pareça bobo, é algo que me anima. E digo isso pelo simples fato de que eu relaxo ao poder colocar minhas dúvidas e anseios fora da minha própria mente. Este espaço não se pretende nada mais do que um lugar de questionamentos e desabafos, sem respostas prontas e sem obrigatoriedade de respostas ao final da postagem. E, por conta disso, o assunto que eu quero abordar hoje é como melhorar na escrita.
Escrever é algo difícil, mesmo para quem tem rompantes criativos, um português impecável e nasceu com um tablet na mão. Apesar de ser criativo e ter um nível muito bom de português, estou longe de ser perfeito e podem ter certeza de que não nasci com nenhum aplicativo de escrita a meu alcance. Sou da época (na minha época…) em que a internet estava começando. Eu posso, inclusive, dizer que cresci junto com ela, que nos desenvolvemos juntos e fomos aprendendo a lidar um com o outro. A tecnologia também evoluiu junto conosco, mas o que eu tinha ao alcance era apenas lápis e papel (só recentemente eu tenho trocado o lápis pela caneta, acho tinta muito definitivo).
Quando pequeno, o que eu mais fazia era desenhar histórias em quadrinhos que eu mesmo escrevia. Escrever e desenhar são coisas que tenho no sangue (quase de tinta), e sua prática vem de longe. Até onde me lembro, aprendi a ler e escrever sozinho para entender os quadrinhos que tinha em casa. Por causa disso, a escrita e eu somos velhos companheiros. Porém, eu não me acho um companheiro lá muito fiel.
O meu problema é que, ao longo do tempo, tenho largado a escrita algumas vezes, pois tenho a cabeça em mil lugares ao mesmo tempo. Ideias para livros não faltam, tenho trocentos contos iniciados ou ainda no planejamento e sempre tenho vontade de fazer alguma coisa diferente. Com isso, não tenho evoluído como deveria na escrita.
Como qualquer coisa, a escrita só se desenvolve de duas formas: prática e estudo. Estudo, mais por uma questão formal, aprender técnicas e seus nomes, como aplicá-las, etc. Já quando falo de prática, é a coisa mais simples de todas: sentar e escrever. Aliás, deveria ser simples, porque a dificuldade de fazer isso é algo enorme. Parece que, por ter o talento ou a inclinação, ficamos com uma terrível resistência ao ato e vamos sempre deixando para daqui a dez minutos, três horas, um dia, duas semanas, cinco meses… E não falo pelos outros, mas por mim. Nunca passei um ano inteiro sem escrever, mas as desculpas para fugir da responsabilidade sempre foram bem variadas e, por que não dizer, criativas. Há sempre o vídeo no Youtube, o post no Facebook, o tweet que está nos trending topics, aquela vontade de cozinhar de última hora… motivos não faltam, é claro. E de onde vêm essas desculpas, o que elas escondem?
Confesso que as minhas acobertam dois sentimentos: medo do fracasso ou pura e simples preguiça. É, eu sei que não deveriam, mas os dois vivem me perseguindo, ou eu a eles. O problema é que, ao recorrer a artifícios para não escrever, acabo não evoluindo.
Para melhorar na escrita, é preciso prática. É preciso sentarmos todos os dias em frente ao computador ou à folha de papel em branco e fazer as ideias fluírem pelas pontas de nossos dedos. É preciso que reservemos minutos para praticar, para fazer com que nossas ideias ganhem vida, para que se libertem de nossas mentes. No início, é claro, não vamos fazer um trabalho excelente. Me arrisco a dizer que somos capazes de, em um insight, fazer um trabalho bom, até mesmo muito bom. Porém, isso ocorrerá de forma acidental, sem ser resultado de um trabalho duro. Isso torna o resultado ruim? De forma alguma. Entretanto, é possível e altamente provável que não se repita com facilidade. Então, como fazer para ter trabalhos excelentes? (You should work, work, work, work, work.) Simples, precisamos trabalhar ao máximo. Estudar, praticar, enfrentar a tela ou o papel em branco e preenchê-los com palavras, com propósito. Precisamos saber que aquele espaço em branco está ali para ser combatido, enfrentado, e devemos entender que, à medida que o fizermos, ganharemos experiência.
Não acredito que exista uma fórmula para o sucesso, cada um tem seu tempo. No entanto, eu acredito que, com a prática constante, a melhora virá. A velocidade, a fluidez, a capacidade de organizar as ideias, tudo isso depende da prática. E essa prática precisa virar rotina. Então, trabalhe, trabalhe, trabalhe de novo, e mais um pouco e outra vez. Quanto mais você trabalhar, acredito que melhor irá se tornar.

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